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Durante os 11 dias de interrupção, entre 9 e 19 de julho de 2026, o prejuízo estimado chegou a R$ 33 milhões. (Fotos: Drones Sul)
Levantamento da Fetrancesc aponta forte impacto no transporte de cargas e aumento das emissões no período de bloqueio
O Observatório da Fetrancesc calculou em R$ 33 milhões o impacto da interdição total da Ponte Anita Garibaldi, na BR-101 Sul, em Laguna, sobre o transporte rodoviário de cargas. O bloqueio ocorreu entre 9 e 19 de julho de 2026 e afetou diretamente a operação de empresas que dependem da rodovia para circulação de mercadorias.
Segundo o levantamento, o valor considera perdas de produtividade e o aumento do consumo de óleo diesel provocados pelos desvios e pelas dificuldades enfrentadas ao longo do período. O resultado, de acordo com a entidade, mostra como a paralisação de uma estrutura estratégica pode gerar custos imediatos para a logística e para a economia regional.
Além do prejuízo financeiro, o estudo aponta um efeito ambiental relevante: mais de 2 mil toneladas de CO2 equivalente foram emitidas durante os 11 dias de interrupção. O aumento está ligado principalmente ao maior tempo de deslocamento e ao consumo extra de combustível nas rotas alternativas.
Para a Fetrancesc, o episódio evidencia que situações como essa não podem ser tratadas como normais ou inevitáveis. A entidade defende que o transporte de cargas precisa de rodovias com segurança, previsibilidade e condições adequadas para garantir o abastecimento e apoiar o desenvolvimento econômico.
O presidente da Fetrancesc, Dagnor Schneider, afirma que o caso reforça a necessidade de avançar não apenas na manutenção das estruturas já existentes, mas também em investimentos que ampliem a capacidade viária e criem alternativas de tráfego. Na avaliação dele, a falta de planejamento e de rotas de apoio amplia os danos para empresas, consumidores e para a sociedade como um todo.
Com a divulgação dos números, a entidade pretende chamar atenção para a importância de obras preventivas e de soluções logísticas que reduzam a dependência de pontos críticos da malha rodoviária. O objetivo, segundo a Fetrancesc, é evitar que episódios semelhantes voltem a causar prejuízos econômicos e ambientais dessa dimensão.
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