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Mais de 500 empresas foram atendidas em iniciativas como ações de inteligência comercial, prospecção de mercados, consultorias e internacionalização. (Fotos: Banco de imagens/Freepik)
Federação amplia ações para ajudar indústrias a enfrentar tarifas dos EUA e aproveitar novos acordos comerciais
A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) reforçou o apoio às empresas catarinenses exportadoras ou interessadas em vender ao exterior. A estratégia ganhou força diante das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros e também com a abertura de oportunidades em acordos comerciais recentes.
Desde o início do primeiro tarifaço, em 2025, mais de 500 empresas já foram atendidas em ações de inteligência comercial, prospecção de mercados, consultorias e iniciativas de internacionalização. Segundo a FIESC, o novo pacote de tarifas dos EUA deve atingir 54,5% do valor das exportações catarinenses destinadas ao mercado americano.
Somadas às sobretaxas já aplicadas pela Seção 232, apenas 5,2% das vendas de Santa Catarina aos Estados Unidos permanecerão livres de qualquer tarifa adicional. Para o presidente da entidade, Gilberto Seleme, a atuação seguirá focada em apoio técnico e articulação institucional para preservar a competitividade das empresas e os empregos.
A presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIESC, Maria Teresa Bustamante, avalia que a diversificação de destinos é uma das principais alternativas para reduzir os efeitos do tarifaço. Ela destaca que não há soluções prontas, mas sim a necessidade de informação qualificada, inteligência comercial e apoio à tomada de decisão.
Segundo ela, mercados como Marrocos e Egito já aparecem como oportunidades, além de outros destinos com demanda crescente por produtos brasileiros. A entidade também vê potencial nos acordos do Mercosul com a União Europeia, a EFTA e Singapura, que podem ampliar o acesso das empresas catarinenses ao mercado internacional.
A FIESC ampliou sua atuação com estudos de inteligência comercial, pesquisas, reuniões com especialistas, articulação com os governos estadual e federal e orientação técnica às empresas. A estrutura de internacionalização inclui estudos de mercado, identificação de compradores, consultorias, emissão de certificados de origem, capacitações em comércio exterior, missões empresariais e rodadas de negócios.
Também faz parte da estratégia o programa Business Advisory in Company e a plataforma digital do Intercomp, que permite rodadas virtuais de negócios setoriais com compradores internacionais. Além disso, o Conselho de Comércio Exterior orienta sobre normas e regras internacionais, buscando dar mais segurança jurídica e competitividade às indústrias catarinenses no exterior.
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