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. (Fotos: Reprodução Internet/Standret)
A CNI aponta melhora parcial nos indicadores do setor, mas impostos, juros altos e custos de insumos ainda pesam sobre os resultados
As empresas industriais ficaram menos insatisfeitas com as próprias condições financeiras no segundo trimestre de 2026, segundo a Sondagem Industrial divulgada pela CNI. O índice de satisfação subiu para 47,9 pontos, mas ainda abaixo de 50, o que indica que o setor continua em campo negativo, embora com uma percepção menos desfavorável do que no início do ano.
Os indicadores de lucro operacional e de acesso ao crédito também avançaram, mas permanecem em níveis baixos. Para a CNI, a melhora foi limitada pelo peso dos impostos, pelos juros ainda elevados e pelo alto custo de insumos e matérias-primas, fatores que seguem comprimindo a rentabilidade das empresas.
A elevada carga tributária foi apontada por 33,3% dos empresários como o principal problema da indústria no trimestre. Em seguida, apareceram a falta ou o alto custo da matéria-prima, citada por 31,2%, e os juros elevados, mencionados por 27,9% dos entrevistados.
Segundo Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, os cortes recentes na taxa básica de juros foram modestos e não tiveram efeito relevante sobre a melhora das condições financeiras. Com isso, a lucratividade e o acesso ao crédito continuaram como pontos de preocupação para o setor industrial.
Em junho, a produção industrial caiu para 48,4 pontos, indicando retração em relação a maio e registrando o pior resultado para o mês desde 2022. O índice de emprego também ficou em 48,2 pontos, mostrando redução de postos de trabalho na comparação mensal.
Apesar desse quadro, a utilização da capacidade instalada avançou para 70% em junho, alta de um ponto percentual sobre maio. No acumulado do semestre, o parque fabril passou a operar com quatro pontos percentuais a mais do que no início do ano, enquanto o nível de estoques voltou ao patamar planejado pelas empresas pela primeira vez em 2026.
As projeções para os próximos seis meses ficaram mais positivas em julho. O índice de expectativa de exportações subiu para 51 pontos, sinalizando retomada da confiança em relação às vendas externas, enquanto as expectativas de compra de insumos e de demanda por produtos também avançaram.
Por outro lado, o indicador de intenção de investimento recuou pelo segundo mês seguido, embora ainda permaneça acima da média histórica. A pesquisa ouviu 1.351 empresas de pequeno, médio e grande porte entre 1º e 10 de julho de 2026, o que reforça um cenário de melhora parcial, mas ainda marcado por cautela.
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