Vice-presidente regional da Faesc defende cadeia do tabaco em Brasília e cobra redução de entraves ao setor

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07/07/2026 17:35
Economia

Vice-presidente regional da Faesc defende cadeia do tabaco em Brasília e cobra redução de entraves ao setor

Por Rita Lombardi

 Publicado 07/07/2026 17:24  – Atualizado 07/07/2026 17:35

Francisco Eraldo Konkol também participou da audiência pública realizada na Câmara dos Deputados
  • Francisco Eraldo Konkol também participou da audiência pública realizada na Câmara dos Deputados (Fotos: Divulgação)

Vice-presidente regional da Faesc e presidente do Sindicato Rural de Irineópolis, Francisco Eraldo Konkol destacou a importância da união das entidades representativas do setor

A ampliação da articulação política e institucional dos municípios produtores de tabaco foi o principal tema da assembleia geral da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco), realizada na terça-feira (1º), em Brasília. O encontro reuniu prefeitos, vereadores, produtores, trabalhadores rurais e parlamentares dos três estados do Sul para discutir estratégias de fortalecimento da cadeia produtiva diante dos desafios econômicos, climáticos e regulatórios.

Vice-presidente regional da Faesc e presidente do Sindicato Rural de Irineópolis, Francisco Eraldo Konkol destacou a importância da união das entidades representativas do setor. Produtor de tabaco, representante da CNA/Faesc no Fórum Nacional de Integração do Tabaco (Foniagro) e integrante da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco do Ministério da Agricultura, ele defendeu maior reconhecimento da relevância econômica da atividade.

Konkol parabenizou a Amprotabaco por levar as demandas do setor à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e ressaltou que a cultura do tabaco desempenha papel fundamental na geração de renda para pequenos produtores e na entrada de divisas para o país.

Segundo o dirigente, a renda obtida com a produção também contribui para a manutenção de outras atividades nas propriedades rurais.

"O tabaco paga as contas do pequeno produtor e ajuda a sustentar outras culturas. Muitos produtores conseguiram honrar compromissos de outras atividades com o dinheiro do tabaco. Isso precisa ser mostrado ao governo", afirmou.

Ao defender a competitividade da cadeia produtiva, Konkol cobrou a redução de entraves à atividade.

"Nós não precisamos de ajuda. O setor é organizado e anda sozinho. Se houver vontade política para reduzir a carga tributária e outros obstáculos, poderemos ser mais competitivos e remunerar melhor os produtores", declarou.

O representante da Faesc encerrou sua participação reafirmando o apoio do sistema sindical rural à Amprotabaco na defesa dos produtores e da cadeia produtiva.

Fortalecimento da representação

Durante a assembleia, o presidente da Amprotabaco, Gilson Becker, destacou que a entidade representa atualmente 528 municípios produtores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Entre os encaminhamentos aprovados está a ampliação da participação das câmaras municipais na estrutura de mobilização da associação, com o objetivo de fortalecer a representação institucional do setor.

Como parte dessa estratégia, a entidade encaminhará aos municípios produtores uma proposta de lei apresentada pelo vereador Emerson Woicoechowski, de Itaiópolis (SC). A iniciativa autoriza as câmaras de vereadores a integrarem formalmente a Amprotabaco, ampliando a mobilização política em defesa da cadeia produtiva.

Konkol informou que a proposta já foi aprovada em diversos municípios produtores e incentivou outras câmaras municipais a adotarem a legislação para fortalecer a representação institucional do setor.

Audiência pública na Câmara dos Deputados

Francisco Eraldo Konkol também participou da audiência pública realizada na Câmara dos Deputados para discutir os desafios enfrentados pela cadeia produtiva do tabaco no Brasil. O debate reuniu parlamentares, lideranças setoriais, representantes de produtores e entidades ligadas à atividade.

Em sua manifestação, Konkol defendeu que as políticas públicas voltadas ao setor sejam conduzidas com equilíbrio, transparência e diálogo, considerando não apenas os aspectos relacionados à saúde pública, mas também os impactos econômicos e sociais para milhares de famílias que dependem da atividade.

O dirigente ressaltou a necessidade de garantir segurança jurídica e previsibilidade aos produtores rurais, destacando a importância da cadeia produtiva do tabaco para a geração de emprego, renda e desenvolvimento dos municípios da Região Sul.

Ao final, Konkol parabenizou o deputado Heitor Schuch pela realização da audiência pública, destacando a importância do espaço para que representantes da cadeia produtiva apresentassem suas contribuições ao debate no Congresso Nacional.

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  • O encontro reuniu prefeitos, vereadores, representantes de produtores, trabalhadores rurais e parlamentares dos três estados do Sul (Divulgação)

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  • Tabaco

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