Reajuste na tarifa de energia pode chegar a 11,7%. Celesc esclarece que apenas 17% da conta de luz ficam com a companhia

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15/06/2026 15:45
Gestão transparente

Reajuste na tarifa de energia pode chegar a 11,7%. Celesc esclarece que apenas 17% da conta de luz ficam com a companhia

Por Rita Lombardi

 Publicado 15/06/2026 15:26  – Atualizado 15/06/2026 15:45

Para o presidente da Celesc, Edson Moritz, é fundamental que a população compreenda como a tarifa é formada e para onde são destinados os recursos arrecadados.
  • Para o presidente da Celesc, Edson Moritz, é fundamental que a população compreenda como a tarifa é formada e para onde são destinados os recursos arrecadados. (Fotos: Jornalismo Adjori/SC)

No encontro com a imprensa, o presidente da Celesc explicou a composição tarifária em análise pela ANEEL e destacou o volume recorde de investimentos que já superaram R$5 bilhões nos últimos três anos

Durante encontro com jornalistas realizado nesta segunda-feira (15), no Centro de Operações Integradas da Celesc, a Companhia apresentou um panorama de suas atividades, investimentos e desafios, além de esclarecer o processo de Revisão Tarifária Periódica de 2026 conduzido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Na ocasião, também foram apresentados os resultados do maior ciclo de investimentos da história recente da empresa. Entre 2023 e 2026, a Celesc aplicou mais de R$ 5 bilhões na expansão e modernização do sistema elétrico catarinense, com obras em todas as regiões do Estado, ampliação de subestações, reforço de redes, implantação do Programa Trifásico e modernização tecnológica.

A proposta preliminar da ANEEL indica um efeito médio estimado de 11,77% para a revisão tarifária da Celesc. O percentual, porém, ainda poderá sofrer alterações durante a consulta pública e a análise das contribuições recebidas pela agência. A definição final está prevista para agosto.

A Companhia reforça que a revisão tarifária é um processo técnico conduzido pela ANEEL, com metodologia aplicada a todas as distribuidoras de energia do país.

Apenas 17% da conta permanecem com a Celesc

Um dos principais pontos apresentados foi a composição da tarifa de energia. Atualmente, apenas cerca de 17% do valor pago pelos consumidores permanece com a Celesc Distribuição.

Os demais recursos são destinados à geração e transmissão de energia, tributos, encargos setoriais e políticas públicas do setor elétrico.

A composição média da tarifa é a seguinte:

29% – Geração de energia;
22% – Encargos setoriais e políticas públicas;
22% – Tributos;
10% – Transmissão de energia;
17% – Celesc Distribuição.

Na prática, de cada R$ 100 pagos na conta de luz, aproximadamente R$ 17 permanecem com a distribuidora para operar, manter, modernizar e expandir o sistema elétrico catarinense.

Encargos já superam a parcela da distribuição

Entre os itens que mais impactam a tarifa estão os encargos setoriais, especialmente a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), utilizada para financiar políticas públicas e subsídios do setor elétrico.

Entre as iniciativas custeadas por esses recursos estão a Tarifa Social de Energia Elétrica, incentivos a determinadas fontes de geração, subsídios previstos em legislação federal e outros programas definidos nacionalmente.

Atualmente, a parcela destinada aos encargos e subsídios já supera a fatia da tarifa destinada à atividade de distribuição.

Transparência para a sociedade

Para o presidente da Celesc, Edson Moritz, é fundamental que os consumidores compreendam como a tarifa é formada.

“É importante que a sociedade catarinense compreenda como a conta de energia é composta. Muitas vezes o consumidor acredita que todo o valor pago fica com a Celesc, quando a realidade é exatamente o contrário. De cada R$ 100 pagos na conta de energia, aproximadamente R$ 16 permanecem com a distribuidora para operar o sistema elétrico, realizar manutenção da rede, investir em novas obras, ampliar a infraestrutura e atender mais de 3,6 milhões de unidades consumidoras. Os outros R$ 84 são destinados à geração, transmissão, tributos e encargos setoriais definidos nacionalmente.”

Moritz destaca ainda a importância da transparência no debate sobre o setor elétrico.

“Nosso compromisso é com a transparência. O consumidor tem o direito de saber como a tarifa é formada, quem recebe cada parcela dos recursos arrecadados e como esses recursos retornam para a sociedade na forma de investimentos, qualidade do serviço e desenvolvimento para Santa Catarina. Ao mesmo tempo, seguimos trabalhando para oferecer um serviço cada vez melhor, mais confiável e mais próximo das necessidades dos nossos clientes.”

Processo técnico conduzido pela ANEEL

A diretora de Regulação da Celesc, Pilar Sabino, reforçou que a revisão tarifária segue critérios técnicos definidos pela regulação federal.

“A Revisão Tarifária Periódica é um processo técnico conduzido pela ANEEL, com metodologia aplicada a todas as distribuidoras brasileiras. A proposta apresentada até o momento é preliminar e ainda será debatida em consulta pública. Também é importante destacar que apenas uma pequena parcela da tarifa corresponde à atividade de distribuição. A maior parte dos valores cobrados na conta de energia está relacionada à compra de energia, transmissão, tributos, encargos setoriais e políticas públicas definidas nacionalmente.”

Investimentos recordes

Durante o encontro, a Celesc também destacou os investimentos realizados para acompanhar o crescimento de Santa Catarina. Entre 2023 e 2026, foram mais de R$ 5 bilhões aplicados na ampliação de subestações, expansão da rede trifásica rural, implantação de tecnologias inteligentes, reforço da rede de distribuição e modernização dos sistemas da Companhia.

A Celesc reafirma seu compromisso com a transparência, a qualidade dos serviços prestados e a continuidade dos investimentos para atender às demandas de um setor elétrico em constante transformação.

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  • Durante o encontro, a Celesc também apresentou aos jornalistas os investimentos realizados para preparar Santa Catarina para continuar crescendo. (Jornalismo Adjori/SC)

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