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O ofício do Codesul contesta ainda a Carteira de Projetos 2026, apresentada pelo Ministério dos Transportes, que prevê a realização de oito leilões, entre eles, três que fragmentam a atual Malha Sul (Fotos: Divulgação Rumo)
Governadores criticam a proposta de fragmentação da Malha Sul ferroviária, a falta de diálogo com os estados e cobra maior particip
Os governadores dos estados que integram o Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) — Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul — assinaram um documento contrário à Política Nacional de Concessões Ferroviárias apresentada pelo Ministério dos Transportes.
O ofício, encaminhado ao governo federal, critica a proposta de fragmentação da Malha Sul ferroviária, a falta de diálogo com os estados e cobra maior participação dos entes federativos no processo de definição do novo modelo de concessão.
O documento é assinado pelos governadores Ratinho Junior, presidente do Codesul, Jorginho Mello, Eduardo Leite e Eduardo Riedel, além de representantes das federações da indústria, agricultura, cooperativas e associações empresariais dos quatro estados.
A manifestação também questiona a Carteira de Projetos 2026 do Ministério dos Transportes, que prevê oito leilões ferroviários, incluindo três projetos que dividem a atual Malha Sul em diferentes corredores: PR/SC, Mercosul e Rio Grande.
Segundo o grupo de trabalho criado pelo Codesul, o modelo proposto não atende às necessidades de recuperação e fortalecimento do transporte ferroviário na região Sul.
No documento, os estados afirmam que as decisões vêm sendo conduzidas sem participação efetiva dos governos estaduais e criticam a ausência de acesso aos estudos técnicos elaborados pela Infra S.A., o que, segundo o grupo, dificulta a análise técnica e a apresentação de contribuições qualificadas.
Entre as propostas apresentadas pelo Codesul estão:
manutenção da concessão da Malha Sul em bloco;
compartilhamento dos estudos técnicos com os estados;
recuperação de trechos abandonados ou inoperantes antes da nova licitação;
garantia de continuidade operacional durante a transição entre contratos.
Os estados também informaram ao Ministério dos Transportes que irão contratar um estudo técnico complementar para contribuir com a definição do novo modelo de concessão ferroviária.
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