O resultado histórico foi impulsionado pela resiliência da economia brasileira e por recentes alterações nas alíquotas de tributos como JCP e IOF.

O montante recorde reflete o impacto direto de ajustes tributários sobre o setor financeiro. A variação positiva decorre da performance da renda fixa e da elevação nas alíquotas de JCP e IOF, sinalizando um fortalecimento da base fiscal no início de 2025.

Desempenho recorde da arrecadação em janeiro

O governo federal iniciou o ano com um desempenho fiscal robusto. Segundo dados divulgados pela Receita Federal nesta terça-feira, a arrecadação do governo federal somou R$ 325,751 bilhões em janeiro, representando uma alta real de 3,56% em relação ao mesmo período do ano anterior. Este resultado é o maior valor já registrado para o mês na série histórica.

Fatores determinantes para o crescimento

De acordo com o relatório técnico, o resultado foi sustentado por dois pilares principais: a resiliência da atividade econômica e as recentes alterações legislativas em tributos específicos. Entre os destaques que influenciaram o caixa da União, estão:

  • Rendimentos de capital: Alta de R$ 3,6 bilhões (32,6%) no Imposto de Renda sobre rendimentos de capital, impulsionada pelos ganhos de contribuintes com papéis de renda fixa.
  • Juros sobre Capital Próprio (JCP): O recolhimento foi afetado pela elevação da alíquota, que subiu de 15% para 17,5% em janeiro.
  • Imposto sobre Operações Financeiras (IOF): A elevação de alíquotas gerou uma arrecadação adicional de R$ 2,6 bilhões, configurando um salto de 49% na comparação anual.
  • Os índices futuros dos Estados Unidos operavam de forma mista no momento da divulgação, refletindo a cautela dos mercados globais diante de dados fiscais e indicadores econômicos de grandes economias.

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