A produção brasileira de café terá crescimento significativo em 2026, com destaque para o arábica e condições climáticas favoráveis impulsionando a safra

A produção de café no Brasil está projetada para atingir 66,2 milhões de sacas em 2026, segundo dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O crescimento representa um aumento de 17,2% em relação ao ano anterior, consolidando o país como líder mundial na produção do grão.

Café arábica lidera crescimento

O café arábica será o grande destaque da próxima safra, com estimativa de produção de 44,1 milhões de sacas, o que equivale a um aumento de 23,2%. O bom desempenho é atribuído principalmente às condições climáticas favoráveis, que contribuem para o enchimento dos grãos e a qualidade da produção.

O café robusta (conilon) também deve apresentar crescimento, com previsão de 22,1 milhões de sacas, um aumento de 6,3% em relação ao ano anterior. Apesar de menor que o arábica, o robusta reforça a diversidade da produção nacional e seu impacto no mercado global.

Condições climáticas impulsionam a safra

Pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) destacam que chuvas regulares em janeiro e níveis adequados de umidade no início de fevereiro favoreceram o desenvolvimento dos grãos. Esse cenário positivo é um alívio para o setor após anos marcados por adversidades climáticas, como estiagens e geadas, que prejudicaram a produção.

Estoques globais ainda preocupam

Embora a produção brasileira esteja em alta, o mercado internacional de café segue atento aos estoques mundiais reduzidos. A diferença entre oferta e demanda deve manter os preços voláteis nos próximos anos, mesmo com a safra recorde do Brasil. Analistas alertam que essa pressão pode limitar quedas expressivas nos valores do grão, mantendo o mercado global em alerta.

Movimentos nas bolsas internacionais

Os contratos futuros do café arábica na Bolsa de Nova York registraram quedas recentes:

Março/26: 293,35 cents/lbp, recuo de 320 pontos

Maio/26: 287,35 cents/lbp, baixa de 195 pontos

Julho/26: 281,45 cents/lbp, queda de 255 pontos

Por outro lado, os contratos de robusta na Bolsa de Londres tiveram valorização:

Março/26: US$ 3.782/tonelada, alta de US$ 27

Maio/26: US$ 3.712/tonelada, aumento de US$ 44

Julho/26: US$ 3.626/tonelada, valorização de US$ 39

Perspectivas para o mercado de café

Com a proximidade da colheita, o mercado deve continuar reagindo às estimativas de produção ampliada no Brasil, reforçando a posição do país como principal exportador global. No entanto, os estoques internacionais apertados e o ritmo da demanda global continuarão a influenciar o comportamento das cotações nos próximos meses.

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