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Para a Fitch, Caso Master ilustra riscos de ambiente de governança mais fraca (Fotos: Um segurança permanece de guarda em frente ao Banco Master, após a prisão do acionista controlador da instituição financeira, o empresário Daniel Vorcaro, em São Paulo, Brasil, em 18 de novembro de 2025. REUTERS/Amanda Perobelli)
A análise da Fitch Ratings sinaliza que a expansão agressiva de bancos médios brasileiros, como o Banco Master, pode comprometer a estabilidade financeira. O cenário é agravado por juros elevados e incertezas fiscais, exigindo auditorias rigorosas em ativos sob avaliação estratégica no BRB.
Riscos de expansão e governança fragilizada
A Fitch Ratings avalia que o imbróglio envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB) exemplifica os perigos de um ambiente competitivo que fragiliza controles de governança. Em relatório sobre o setor bancário em mercados emergentes, a agência destacou que o crescimento acelerado de instituições de pequeno porte costuma vir acompanhado de subestimação de riscos.
A agência de classificação adverte que instituições financeiras menores em ritmo de expansão rápida tendem a manter treinamentos insuficientes e negligenciar perigos operacionais. Conforme o relatório, o foco em ganhar mercado pode resultar em vulnerabilidades estruturais.
"A busca por crescimento e ganho de escala pode levar a um apetite por risco mais agressivo, ao afrouxamento dos controles internos ou a estruturas mais frágeis de governança corporativa", adverte a Fitch Ratings no documento obtido pelo InfoMoney.
Avaliação de ativos no BRB
Atualmente, o Banco de Brasília realiza um processo de avaliação (valuation) de ativos para verificar a real condição financeira e a adequação dos valores envolvidos na parceria com o Master. Segundo o portal, a análise técnica é essencial para garantir a integridade da operação diante de um inquérito autorizado pelo STF que apura a atuação de influenciadores.
Além das questões internas, a agência projeta que a pressão dos juros altos sobre a qualidade do crédito no Brasil deve durar. O ambiente macroeconômico, marcado por incertezas fiscais, eleições e dinâmicas da dívida pública, impõe desafios adicionais à rentabilidade e segurança dos bancos brasileiros.
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