GC inicia pagamentos a 377 mil credores do Banco Master nesta segunda (19). De 569 mil pedidos, muitos travam por erro em biometria sem CPF. Passo a passo no app garante até R$ 250 mil. Evite recusas com documentos corretos e acompanhe status. Total estimado: R$ 40,6 bi.

Você investiu no Banco Master e agora está preocupado com o dinheiro congelado? O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) acaba de atualizar os números: cerca de 377 mil credores já concluíram todas as etapas e aguardam o pagamento, que começa nesta segunda-feira (19). Mas atenção: dos 569 mil pedidos registrados até agora, muitos foram recusados por um erro simples na validação biométrica. Vamos esclarecer tudo de forma prática, para que você evite armadilhas e receba seu ressarcimento rápido.

O que está acontecendo com os credores do Banco Master

O Banco Central decretou a liquidação do Banco Master em 18 de novembro de 2025. Desde então, os saldos de cerca de 800 mil credores ficaram congelados, sem remuneração adicional. O FGC, responsável por garantir até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, estima pagar R$ 40,6 bilhões no total. Seu caixa atual é de R$ 125 bilhões, o que cobre tranquilamente esses valores.

Dos pedidos feitos, 377 mil investidores passaram por cadastro, validação e assinatura digital, entrando na fila de pagamento. Isso representa um avanço significativo, mas os 569 mil pedidos pendentes mostram que muita gente ainda trava no meio do caminho. O principal vilão? Falhas na biometria.

Por que isso importa para você? Se o seu pedido foi recusado, não é o fim da linha. O FGC reforça, em nota oficial: "É importante seguir as orientações do site e app". Um erro comum é tentar validar com documentos sem CPF, como RG sozinho. Isso bloqueia tudo. Na prática, revise seu documento antes de prosseguir – vale o tempo extra.

Erro de biometria: como identificar e corrigir

A validação biométrica é obrigatória para confirmar sua identidade e evitar fraudes. O FGC registrou várias tentativas com documentos inválidos, levando a recusas automáticas. Pergunta retórica: você checou se seu documento tem CPF visível e legível?

Aqui vai a solução direta:

  • Use apenas documentos com CPF: Carteira de motorista (CNH), passaporte ou título de eleitor funcionam bem.
  • Foto nítida: Luz boa, sem sombras no rosto ou no papel.
  • Reenvie se recusado: O app permite nova tentativa após correção.

Esses passos evitam que você fique entre os 569 mil "presos". O fundo não cobra taxas, e o processo é todo digital – ideal para quem quer agilidade.

Passo a passo para pedir o ressarcimento do FGC

Não é automático: você precisa agir. Baixe o app oficial do FGC (disponível para Android e iOS) e siga essas etapas. Fizemos uma lista simples, testada na prática por quem já passou pelo processo.

  • Baixe o app e cadastre-se: Informe dados pessoais corretos e uma conta bancária de sua titularidade.
  • Solicite a garantia: A opção aparece após o FGC receber a lista de credores do Banco Master.
  • Valide a biometria: Documento com CPF na mão – sem atalhos!
  • Assine o termo de sub-rogação: Digitalmente, no app. É obrigatório para liberar o pagamento.
  • Acompanhe o status: O app notifica cada fase.
  • Receba o valor: Direto na conta indicada, em até dias após aprovação.

Para pessoas jurídicas, use o Portal do Investidor do FGC. O representante legal preenche online, recebe instruções por e-mail e indica conta vinculada ao CNPJ (corrente ou poupança).

  • Dica prática: acompanhe notificações push do app. Muitos perdem prazos por não checar. E lembre: o limite é R$ 250 mil por CPF/CNPJ, considerando saldos até 18/11/2025.

O que esperar daqui para frente

Os pagamentos iniciam em 19 de janeiro de 2026, priorizando quem finalizou tudo. Com R$ 40,6 bilhões a pagar, o FGC tem estrutura para processar rápido – afinal, é uma entidade com décadas de experiência em garantias. Mas e se o seu pedido demorar? Volte ao app e revalide.

Isso tudo reforça a importância de instituições como o FGC: elas protegem o pequeno investidor em falências. Já pensou no impacto se não existisse? Milhões ficariam no prejuízo. Fontes oficiais, como o site do FGC e comunicados do Banco Central, confirmam esses dados – acesse fgc.org.br para mais.

Se você é credor, aja agora. Evite o erro da biometria e junte-se aos 377 mil na fila do pagamento.

 

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