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Com alta de 1% em novembro, vendas do comércio somam crescimento de 1,3% no ano (Fotos: Agência Gov | via IBGE)
O avanço de 1,0% reflete a recuperação do consumo interno via Black Friday, superando a estabilidade do início do ano. Setores de tecnologia e móveis lideram a expansão, com 21 estados apresentando crescimento, sinalizando maior resiliência econômica no fechamento do quarto trimestre.
Vendas registram segunda alta consecutiva em novembro
Em novembro de 2025, o volume de vendas do comércio varejista no Brasil apresentou um crescimento de 1,0% em relação a outubro. Este resultado, divulgado hoje (15) pelo IBGE através da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), consolida o segundo mês seguido de expansão, após a alta de 0,5% registrada no mês anterior.
De acordo com Cristiano Santos, gerente da pesquisa, o desempenho atual supera o ritmo observado no início do ano. "Outubro e novembro cresceram 0,5% e 1,0%, respectivamente", destaca o especialista, enfatizando que o setor atingiu um patamar de crescimento acima da margem de estabilidade.
Impacto da Black Friday e destaques setoriais
As promoções de novembro foram fundamentais para o resultado positivo. Sete das oito atividades pesquisadas registraram alta. Os principais destaques foram:
- Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 4,1%
- Móveis e eletrodomésticos: 2,3%
- Artigos farmacêuticos, médicos e de perfumaria: 2,2%
- Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 2,0%
Por outro lado, o setor de tecidos, vestuário e calçados foi o único a recuar, com queda de 0,8%. No varejo ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, o crescimento foi de 0,7%, contido pelo desempenho negativo do segmento de veículos e motos (-0,2%).
Desempenho regional e comparação anual
Na comparação com novembro de 2024, o varejo cresceu 1,3%. Regionalmente, 21 das 27 Unidades da Federação apresentaram resultados positivos. Os estados com maior destaque em crescimento foram:
- Rondônia: 13,4%
- Rio Grande do Norte: 8,2%
- Amapá: 8,2%
Em contrapartida, estados como Tocantins (-3,0%) e Piauí (-2,1%) registraram as retrações mais expressivas no período analisado.
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