-
Abertura (Fotos: Divulgação)
Realizado pelo Sebrae, em parceria com a Acate, o evento reuniu 10 mil participantes presencialmente e outros 20 mil de forma on-line e movimentou R$ 353,7 milhões em negócios
O Startup Summit 2026 encerrou, em Florianópolis, uma edição marcada por recordes de público, negócios, conexões internacionais e novos indicadores que reforçam a posição de Santa Catarina como um dos principais polos de tecnologia e inovação do país.
Realizado pelo Sebrae, em parceria com a Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), o evento reuniu 10 mil participantes presencialmente e outros 20 mil de forma on-line, no Centrosul, entre os dias 26 e 28 de agosto.
Ao longo dos três dias, mais de 2 mil startups participaram do encontro, sendo delas 200 expositoras, além de 150 fundos de investimento e 180 grandes corporações em busca de soluções e oportunidades de inovação aberta.
A programação contou com 17 trilhas de conteúdo, dez palcos simultâneos e 283 especialistas, com temas como inteligência artificial, cibersegurança, investimentos, fusões e aquisições, marketing e internacionalização.
Impacto econômico
Entre os principais resultados econômicos estão R$353,7 milhões em intenções de investimento geradas nas rodadas de conexão entre startups, fundos e grandes empresas.
O impacto econômico direto na capital catarinense foi estimado em R$20,2 milhões, enquanto o impacto total projetado chegou a R$36,3 milhões, considerando o efeito multiplicador sobre setores como hotelaria, gastronomia, transporte e serviços.
Projeção internacional
A dimensão internacional também ganhou destaque. O evento recebeu 29 comitivas estrangeiras, de pelo menos 30 países, e mais de 100 investidores interessados em startups catarinenses. Uma nova trilha foi dedicada a mercados da América Latina, América do Norte, Ásia e Europa, com painéis em inglês e tradução simultânea. Entre os convidados internacionais esteve Uri Levine, cofundador do Waze e do Moovit, que defendeu que as startups pensem na expansão global desde o início.
Polo tecnológico
Um dos destaques foi o lançamento do Observatório Acate 2026, que apresentou novos dados sobre o crescimento do setor no Estado. Santa Catarina passou a ocupar a segunda posição entre os maiores polos geradores de empregos em tecnologia do Brasil, à frente de Minas Gerais.
O Estado registrou crescimento de 1,8% em 2025 e chegou a 102,2 mil vagas formais no setor, o equivalente a 8,53% dos trabalhadores de tecnologia do país. O número de empresas de tecnologia chegou a 34,2 mil, alta de 16,4% em um ano, enquanto o faturamento alcançou R$47,9 bilhões.
Florianópolis também se destaca nacionalmente: a tecnologia já representa 21% do PIB municipal, maior participação entre as capitais brasileiras. Em Santa Catarina, o setor responde por 8% do PIB estadual, terceira maior participação do país. O faturamento per capita chegou a R$5,2 mil, quarto maior do Brasil.
Convergência entre o setor produtivo
a tecnologia e a gestão pública
Durante a coletiva de imprensa e a cerimônia oficial de abertura, na quarta-feira, 26/08, lideranças empresariais e autoridades salientaram a força do setor e os expressivos impactos econômicos projetados para a edição. Também enfatizaram a relevância da convergência entre o setor produtivo, a tecnologia e a gestão pública.
O presidente do Sebrae Nacional, Rodrigo Soares, destacou o Brasil como a segunda maior população com potencial empreendedor do mundo. "A inovação é a ferramenta essencial para ampliar a produtividade, a eficiência e a competitividade das micro e pequenas empresas. Mostramos que o ecossistema brasileiro é dinâmico, maduro e pronto para desenvolver soluções tecnológicas globais."
O ministro do Empreendedorismo, da MPE e EPP, Paulo Pereira, lembrou que as micro e pequenas empresas respondem por 70% dos empregos formais no país. "Santa Catarina dá um exemplo ao Brasil ao unir poder público, setor produtivo, ciência e tecnologia em torno do desenvolvimento. A tecnologia e a inovação são os caminhos mais rápidos para democratizar oportunidades."
A vice-governadora de SC, Marilisa Boehm, reforçou o compromisso do Estado com investimentos em infraestrutura, ciência e desburocratização. "Santa Catarina não alcançou sua posição de liderança nacional por acaso; esse destaque é fruto do trabalho incansável dos catarinenses e da força do setor produtivo."
José Zeferino Pedrozo, presidente do Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae e do Sistema Faesc/Senar, destacou a relevância de Santa Catarina sediar um encontro que ganhou projeção dentro e fora do País.
Renato Campos Carvalho, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/SC, destacou a presença de 29 comitivas internacionais, com o propósito de fazer negócios, além de mais de 100 investidores que pretendem investir nas startups catarinenses, que dão a dimensão do evento, cujos números superam todas as edições anteriores.
O diretor técnico do Sebrae/SC, Fabio Búrigo Zanuzzi, propagou os números do Startup Summit, que seguiu uma trajetória de crescimento, desde a sua primeira edição, em 2018, e as projeções de resultados desta nona versão.
O presidente da Acate, Diego Ramos, ressaltou que Santa Catarina já possui um ecossistema integrado de tecnologia, reunindo empresas, startups, investidores, academia e governo. Destacou o lançamento de um Programa de IA da Acate, voltado a acelerar a adoção da inteligência artificial nas empresas.
Espectador atento às iniciativas de inovação apresentadas no evento, o presidente do Crea/SC, Kita Xavier, disse que a tecnologia tem muito da engenharia, e que o Conselho de Santa Catarina é um referência nacional em inovação e uso da tecnologia em seus processos. "O Crea/SC é digital há mais de dez anos".
-
Página reproduzida por cerca de 30 jornais de diferentes regiões do Estado (Reprodução)
Tags
- Acate
- empreendedorismo
- evento
- Florianópolis
- Inovação
- Mercado
- Micro e Pequenas Empresas