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Santa Catarina é responsável por mais da metade da produção nacional de maçãs, que é de mais de um milhão de toneladas/ano (Fotos: Ricardo Trida / SECOM-SC)
Antes, os produtores precisavam enviar a carga para Vacaria, no Rio Grande do Sul, ou aguardar certificação no Porto de Itajaí, o que gerava custos adicionais e atrasos
Santa Catarina passou a exportar maçãs diretamente pelos portos catarinenses, eliminando a necessidade de envio prévio da carga para outras regiões. A mudança, viabilizada pela certificação fitossanitária realizada no próprio Estado, reduz custos logísticos, agiliza embarques e aumenta a competitividade do setor.
A certificação já pode ser feita em São Joaquim e Fraiburgo por auditores do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), permitindo o embarque direto, especialmente pelo Porto de Imbituba. Antes, os produtores precisavam encaminhar a fruta para Vacaria (RS) ou aguardar liberação no Porto de Itajaí, o que gerava despesas extras e atrasos.
Além da economia, a redução no tempo de espera amplia a vida útil da fruta, fator importante para um produto perecível. Em São Joaquim, um dos principais polos da cultura, já foram certificadas 530 toneladas nesta safra.
Demanda histórica A medida atende demanda histórica do setor. Segundo a Cidasc, além da redução de custos por contêiner, o novo modelo pode garantir até 15 dias a mais de vida comercial para a fruta.
A certificação sanitária é exigida pelos países importadores e comprova que a produção está livre de pragas. Santa Catarina se destaca pelo rigor fitossanitário, com ações como a erradicação da traça-da-maçã e o controle do cancro europeu.
Liderança nacional
Santa Catarina é o maior produtor de maçãs do Brasil e responde por cerca de 50% a 55% da produção nacional, estimada entre 1,1 milhão e 1,3 milhão de toneladas por safra. No Estado, o volume anual varia entre 550 mil e 700 mil toneladas.
Os principais polos produtores estão em São Joaquim, Fraiburgo, Bom Jardim da Serra, Urupema e no Meio-Oeste. Para a safra atual, a previsão é de mais de 265 mil toneladas de gala e 234 mil toneladas de fuji, com melhora na qualidade em relação ao ciclo anterior.
Mercado
O mercado interno consome cerca de 750 mil toneladas por ano, segundo a Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM). Já a exportação segue estratégica, especialmente em anos de maior oferta, ajudando no equilíbrio de preços. Para a safra 2025/2026, a projeção é de embarques em torno de 20 mil toneladas.
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