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Carlos Alberto Kita Xavier, presidente do Crea-SC (Fotos: Jornalismo Adjorisc/SC)
No balanço de sua gestão à frente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina (Crea-SC), o presidente Carlos Alberto Kita Xavier destaca programas de inovação, interiorização e qualificação profissional nas áreas de engenharia, agronomia e geociências.
Em entrevista exclusiva à RCN, prestes a deixar o comando do Crea-SC, Kita ressalta as principais ações desenvolvidas ao longo do mandato. Entre os destaques estão a ampliação da presença do Conselho no interior do Estado, os investimentos em qualificação e iniciativas voltadas à inovação.
Eleito e reeleito para o cargo, o presidente afirma que a gestão buscou aproximar o Conselho dos profissionais em todas as regiões de Santa Catarina. “Marcamos nossa gestão pelo investimento na qualificação profissional e pela interiorização das ações do Conselho”, afirma.
Representação
institucional
Uma das estratégias foi a criação e ampliação de sedes e inspetorias regionais, com o objetivo de facilitar o acesso dos profissionais ao sistema e fortalecer a representação institucional. “Quando instalamos uma sede do Crea em uma cidade, os profissionais passam a ter maior identificação com o sistema. É uma valorização da engenharia, da agronomia e das geociências em todos os municípios”, diz.
Atualmente, Santa Catarina conta com cerca de 83 mil profissionais registrados no Conselho. A expansão da estrutura regional acompanhou esse crescimento. Como exemplo, Kita cita a reorganização no Oeste catarinense. “Antes, São Miguel do Oeste atendia 37 municípios em uma única inspetoria. Hoje, a região foi dividida, com unidades também em Palmitos e Pinhalzinho, aproximando ainda mais o Conselho dos profissionais”, explica.
Outras cidades também receberam novas estruturas ou sedes reformuladas, como Balneário Camboriú, São José e Fraiburgo, fortalecendo o contato direto com os profissionais.
Qualificação e
formação continuada
Além da estrutura física, o Crea-SC investiu em qualificação e formação continuada. Uma das iniciativas é a universidade corporativa, que oferece cursos online voltados às áreas tecnológicas. “Estamos trabalhando efetivamente na qualificação, com cursos e treinamentos para os profissionais”, afirma.
Outro programa destacado é o Crea Jovem, voltado a estudantes e recém-formados. A iniciativa apoia o início da carreira e incentiva a inserção no mercado de trabalho. “Mais de 34 mil estudantes já passaram pelo programa. Ao se formarem, passam a ter acesso a uma plataforma com ferramentas, descontos em softwares e apoio para aquisição de equipamentos”, explica.
O Conselho também adota medidas para facilitar a entrada de novos profissionais, como a isenção da anuidade no primeiro ano após a formatura. “Se queremos profissionais preparados, precisamos dar condições para isso. A isenção ajuda nesse início de carreira”, afirma.
Incentivo ao
empreendedorismo
Outra frente é o incentivo ao empreendedorismo. O programa Crea Acelera, em parceria com o Sebrae, capacita profissionais interessados em abrir negócios. “Ter um bom emprego é importante, mas empreender e gerar oportunidades é ainda melhor. Por isso, oferecemos suporte para quem deseja abrir sua empresa”, diz.
Segundo dados do Conselho, o número de empresas registradas também cresceu. “Passamos de 22 mil para 25 mil empresas em um ano. Cada uma precisa de um responsável técnico, o que representa pelo menos três mil empregos gerados no período”, destaca.
Eventos
marcantes
Entre as ações institucionais, os eventos também ganharam relevância. O principal é o Crea Summit, que reúne profissionais, estudantes, empresas e instituições para debater inovação e tendências tecnológicas. A edição deste ano - de 26 a 28 deste mês - novamente em Balneário Camboriú, promete ser a maior da história do evento.
“Um grande momento para muitos debates sobre temas como inteligência artificial, inovação e mercado de trabalho”, afirma. A programação inclui ainda seminários temáticos e o Fórum Catarinense de Educação, que reúne instituições de ensino da área tecnológica. Durante o evento, será lançado um selo de conformidade para cursos superiores alinhados às exigências legais da profissão.
“O Crea não avalia a qualidade dos cursos — essa é uma atribuição do MEC —, mas pode verificar a conformidade com a legislação profissional”, explica.
Ao avaliar a gestão, Kita afirma que uma das principais mudanças foi a modernização da atuação institucional. “O maior investimento foi na mudança de cultura do Crea, com foco em inovação, transparência e proximidade com a sociedade. Queremos que o conhecimento técnico esteja sempre à frente das obras e serviços de engenharia”, afirma.
Segundo ele, esses princípios resumem o mandato. “Inovação, responsabilidade, transparência e ética definem essa gestão”, conclui.
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Página veiculada por cerca de 30 jornais de diferentes regiões do estado (Reprodução)
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