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João Cavallazzi é jornalista e bacharel em Direito. (Fotos: Divulgação)
Confira o artigo que destaca o Prêmio TCE/SC de Jornalismo, criado para valorizar a imprensa catarinense
Vivemos uma época marcada pela abundância de informações. Nunca foi tão fácil produzir, compartilhar e consumir conteúdo. Essa democratização trouxe avanços importantes para a sociedade, mas também favoreceu a circulação de informações imprecisas, distorcidas ou manipuladas, capazes de confundir cidadãos, enfraquecer a confiança nas instituições republicanas e comprometer o interesse coletivo.
Nesse cenário, o jornalismo profissional torna-se mais relevante do que nunca. O compromisso com a apuração rigorosa, a checagem dos fatos e a ética garante acesso a informações confiáveis, indispensáveis para o pleno exercício da cidadania e para a qualidade do debate público.
É nesse contexto que o Tribunal de Contas de Santa Catarina criou o 1º Prêmio TCE/SC de Jornalismo – Conselheiro Salomão Ribas Junior, iniciativa que busca valorizar a imprensa catarinense e reconhecer trabalhos que abordem a atuação dos órgãos de controle e das organizações da sociedade civil na fiscalização dos recursos públicos, na promoção da transparência e no fortalecimento da cidadania.
A ação também presta homenagens ao jornalista e ex-presidente do TCE/SC Salomão Ribas Junior (em memória), cuja trajetória pública foi marcada pelo aprimoramento do controle externo e pela valorização da comunicação como instrumento de aproximação entre as instituições e a sociedade.
Mais do que uma premiação, trata-se de um reconhecimento ao papel estratégico da imprensa no cenário atual. As consequências da desinformação são amplamente conhecidas. Conteúdos falsos ou manipulados alimentam a polarização, fragilizam o diálogo democrático e dificultam a busca por soluções para os desafios coletivos.
É nesse ponto que o jornalismo profissional se coloca como uma verdadeira trincheira da democracia. Não uma trincheira de confronto, mas um espaço de resistência e defesa da verdade, da informação de qualidade e do interesse público, em favor da proteção do direito da população de conhecer, questionar e participar.
Ao instituir o Prêmio, a Corte de Contas reafirma sua convicção de que o fortalecimento do Estado Democrático de Direito depende de instituições transparentes, cidadãos bem informados e uma imprensa livre, ética e comprometida com a precisão dos fatos.
Afinal, não há controle social efetivo sem informação de qualidade, nem democracia sólida sem jornalismo profissional.
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