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No artigo, Berger explica como o preço competitivo da Itaipu ajuda a conter a tarifa de energia em Santa Catarina (Fotos: Henrique Kotaka)
Djalma Vando Berger – Diretor Administrativo da Itaipu Binacional
A composição da conta de luz muitas vezes esconde as forças que atuam para elevar ou conter o valor final pago pelo consumidor. Um exemplo claro dessa dinâmica é a revisão tarifária da Celesc de 2026, na qual, apesar das fortes pressões de alta em diversos componentes do setor elétrico, a energia fornecida por Itaipu funcionou como um freio essencial para proteger o bolso dos catarinenses.
O sucesso desse contrapeso não é obra do acaso, mas sim reflexo direto de uma atuação firme da diretoria e da gestão da usina. A modicidade tarifária é construída com decisões, contratos, disciplina de custos e boa governança. Nesse contexto, o papel da administração de Itaipu ganhou protagonismo ao conseguir converter a nova realidade econômica da usina — impulsionada pela quitação de sua dívida histórica em fevereiro de 2023 — em energia mais competitiva e benefícios reais para a sociedade, sem comprometer a segurança operacional e a modernização.
Na prática, a ANEEL aprovou um reajuste médio de 10,82% para a Celesc (9,26% para baixa tensão e 14,16% para alta tensão), puxado principalmente por custos de transmissão, componentes financeiros e encargos setoriais. No entanto, a energia da Itaipu, que representa expressivos 17,85% do total comprado pela distribuidora, percorreu o caminho inverso e teve seu custo reduzido em 6,6%.
Na revisão de 2026, a energia da binacional foi valorada em R$ 212,14 por megawatt-hora (MWh). Esse valor é 22,9% inferior ao custo médio do portfólio da Celesc (R$ 275,21/MWh) e 38,1% menor que o preço médio do mercado regulado (R$ 342,71/MWh).
Enquanto outras fontes de energia e cotas registraram aumentos que chegaram a até 17,1%, Itaipu entregou energia limpa a preços cada vez menores.
Essa vantagem competitiva, que beneficia cerca de 3,6 milhões de unidades consumidoras em Santa Catarina, é garantida pela manutenção da tarifa de repasse a US$ 17,66 por quilowatt-mês entre 2024 e 2026, fruto de entendimento entre Brasil e Paraguai e de aportes milionários planejados pela gestão para viabilizar esse patamar.
Ao aliar grande escala, fonte renovável e governança administrativa eficiente, a Itaipu consolida seu papel não apenas como geradora de energia, mas como um verdadeiro amortecedor econômico que alivia o orçamento das famílias e mantém a competitividade da indústria.
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