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Arã Josino, secretário de Estado de Planejamento de SC (Fotos: Ascom)
Confira o artigo do secretário de Estado de Planejamento de Santa Catarina
Santa Catarina é o estado brasileiro com maior mobilidade social, segundo o Atlas da Mobilidade Social, elaborado pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS) em parceria com o Prospera Lab. Os dados mostram que o território catarinense oferece as melhores condições para que famílias avancem economicamente ao longo da vida, um dado que ajuda a explicar a força social e econômica do Estado.
O Atlas mostra que em Santa Catarina, uma pessoa de classe média terá 27,15% de chance de estar 25% mais ricos do país. Se compararmos com o Amazonas esse índice é apenas 7,99% e a média nacional é de 17,57%. Outro dado relevante neste estudo é a probabilidade de uma pessoa superar a renda média dos seus genitores. O catarinense tem 77,65% de chances de ter melhor renda que seus em pais, enquanto de um acreano, essa porcentagem é de apenas 31,59%. Na prática, isso significa maior capacidade de ascensão e menor reprodução automática das desigualdades sociais.
E porque esse cenário ocorre em aqui e não em outros estados? Alguns outros indicadores podem nos dar algumas respostas. Primeiramente temos a questão da taxa de desemprego, que somente no segundo trimestre do ano chegou a 2,1%, de pessoas desocupadas, um índice muito baixo, menor que a média nacional de 6,1%. Entre janeiro a junho de 2026, 63 mil novos postos de trabalho formais foram criados, colocando SC entre os quatro maiores estados geradores de vagas do Brasil e ficando com 2,45% no estoque de vagas, índice acima da média nacional, conforme dados do Informativo Mensal de Emprego da Secretaria de Estado do Planejamento.
E essa disponibilidade de trabalho acaba sendo um atrativo para pessoas de vários lugares. Santa Catarina lidera também na geração de empregos formais para estrangeiros. Entre janeiro e maio de 2026, o estado registrou 10,2 mil novas carteiras assinadas por pessoas de outros países, o maior resultado da série histórica para os cinco primeiros meses do ano. Ou seja, quem vem de fora, também tem a oportunidade de entrar nesta escalada de crescimento social.
Depois, devido a essa alta capacidade de empregabilidade nos leva a outro título: o de estado que menos solicita benefícios sociais, como o Bolsa Família. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2024, 4,3% dos domicílios catarinenses recebiam o benefício. Já em 2025, essa proporção caiu para 3,9%, enquanto a média brasileira ficou em 17,2%, indicando que as chances de “caminhar com as próprias pernas" são reais por aqui.
Outro sinal do dinamismo catarinense é o empreendedorismo. No segundo trimestre de 2026, o estado registrou 79 mil novas pequenas empresas, crescimento de 14,7% em relação ao mesmo período de 2025. Em apenas dois anos, o volume de novos negócios aumentou 49,2%, reforçando a capacidade de expansão do ambiente empreendedor catarinense.
E a qualificação profissional tem papel central nesse cenário. Santa Catarina oferta mais de 50 mil vagas em cursos técnicos profissionalizantes e mais de 70 mil oportunidades por meio do programa Universidade Gratuita, ampliando o acesso ao ensino superior e à formação para o mercado.
Analisando todos esses números podemos dizer que o cenário econômico e social catarinense é favorável para estudar, trabalhar e empreender e que as oportunidades estão disponíveis e demonstrando que em Santa Catarina, a mobilidade social não é apenas uma promessa, mas uma meta alcançável para quem quer crescer pelo próprio esforço.
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