Confira o artigo que retrata a preocupação do empresariado catarinense

O cenário imposto pela segunda onda do tarifaço dos Estados Unidos é grave para o Brasil e, especialmente, para Santa Catarina. Mas o espírito empreendedor e cooperativo do catarinense já superou muitos desafios. Foi essa força que levou nossos antepassados a construir e a inspirar a reinvenção de algumas das mais prósperas cidades brasileiras como resposta a desafios climáticos e ambientais.

Se as mudanças climáticas nos impõem um novo padrão de eventos extremos, a economia mundial também vive um novo normal. Conflitos geopolíticos e o avanço do protecionismo redesenham o comércio internacional. O segundo tarifaço é parte dessa realidade.

Para Santa Catarina, a sobretaxa imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros é um desafio ainda mais expressivo. Na primeira onda, em 2025, as exportações ao mercado norte-americano caíram 38% e mais de sete mil empregos deixaram de ser gerados. Como a diferença tarifária em relação aos concorrentes permanece semelhante, empresas precisarão buscar novos mercados, rever estratégias e ampliar sua competitividade.

A resposta também exige cooperação e alianças. Desde o anúncio das novas tarifas, a FIESC mantém diálogo permanente com o Governo do Estado para alinhar diagnósticos e construir alternativas que reduzam seus impactos. Nossa área de internacionalização está preparada para apoiar empresas na abertura de novos mercados, como ocorreu no primeiro tarifaço.

SENAI, SESI e IEL seguem firmes no seu suporte à indústria. Seguimos apoiando o aumento da produtividade que vai nos garantir espaço no mercado internacional pela inovação e qualificação de trabalhadores para este novo cenário. O compromisso do SESI com a educação básica e o cuidado com o trabalhador se mantém, assim como o papel do IEL na interlocução entre a indústria e os talentos que tanto precisamos para vencer as adversidades e nos preparar para o futuro.

A história de Santa Catarina mostra que nunca foi a ausência de desafios que definiu nosso destino, mas a forma como escolhemos enfrentá-los. É no espírito empreendedor e cooperativo que construímos nossa prosperidade e é nele que encontraremos, mais uma vez, a confiança para transformar adversidade em desenvolvimento e reafirmar a força da indústria catarinense.

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