Confira o artigo da tanatóloga especialista em experiências de despedida e memorialização, e CEO das Empresas Vaticano e da The Diamond

 

E se o problema não for falar sobre a morte, mas a forma como aprendemos a falar sobre ela? Durante muito tempo, o luto foi tratado como território de silêncio, sempre relacionado a medo e dor. Perder alguém amado nunca será simples, mas isso não significa que a despedida precise ser fria ou pesada. Tanto a despedida quanto o luto podem ser baseados em acolhimento, memória, afeto e continuidade.


Nas Empresas Vaticano, esse olhar foi construído ao longo de gerações. A primeira esteve ligada ao trabalho manual e à construção dos caixões. A segunda passou a olhar para os rituais funerários e para o cuidado com as famílias enlutadas. Foi ali que aprendemos algo que seguimos até hoje: cuidar dessas famílias como se fossem as nossas.


Na terceira geração, entendemos que acolher também é inovar. Não para apagar a dor, mas para tornar a despedida mais humana. Por isso, incorporamos terapias, tecnologia e novas formas de homenagem.


A aromaterapia ajuda a criar um ambiente tranquilo. A audioterapia contribui para reduzir tensões. A presença de cães-terapeutas estimula carinho e interação. A neuroarquitetura, com iluminação natural e cores acolhedoras, transforma capelas em lugares menos frios e mais receptivos.


A tecnologia ampliou as formas de presença e memória. Hoje, uma cerimônia pode ser transmitida online para quem está em outra cidade ou país. QR Codes podem contar a história de quem partiu, transformando jazigos e memoriais em lembrança viva. Projeções mapeadas, chuva de pétalas e cenários personalizados dão mais identidade à homenagem.


No Cemitério Vaticano temos a Floresta da Saudade, que conta com o plantio de urnas biodegradáveis com cinzas e sementes; dando origem a árvores. Temos também o Lago da Saudade, para espargimento de cinzas em local respeitoso e que facilmente pode ser revisitado. Ambos mostram que a cerimônia de despedida pode se conectar à natureza. Para homenagens ainda mais abrangentes, oferecemos o envio de cinzas ao espaço.


Já na The Diamond, levamos adiante o conceito de inovação, com soluções que transformam cinzas, cabelos ou pelos em diamantes memoriais.


E como tudo isso se conecta com o momento de luto? Cada cerimônia tem o estilo de quem se foi e de quem fica. Isso humaniza o luto, reconhece a dor e acolhe as pessoas que estão passando por esse momento. Mas humanizar o luto não é negar a dor. É reconhecer que, mesmo diante da morte, ainda existem amor, história e memória. O luto não precisa ser um lugar de medo e desemparo. Pode ser também um lugar de cuidado, carinho e atenção.

 

Por Mylena Cooper, tanatóloga especialista em experiências de despedida e memorialização, e CEO das Empresas Vaticano e da The Diamond

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