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Vanir Zanatta, Presidente do Sistema OCESC (Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina) (Fotos: ASCOM)
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O cooperativismo consolidou-se como uma das mais vigorosas forças econômicas e sociais de Santa Catarina, desempenhando papel decisivo na promoção do desenvolvimento regional, na geração de oportunidades e na construção de uma sociedade mais equilibrada e inclusiva. Em um cenário de constantes transformações econômicas e sociais, o modelo cooperativista demonstra, mais uma vez, sua extraordinária capacidade de unir eficiência empresarial, compromisso coletivo e prosperidade compartilhada.
Os números do cooperativismo catarinense evidenciam essa relevância. Em 2025, as 236 cooperativas associadas ao Sistema OCESC movimentaram R$ 105,7 bilhões, resultado que confirma a pujança de um modelo de negócio solidamente enraizado na cultura e na economia barriga-verde. O crescimento das receitas alcançou 15,8%, índice quase três vezes superior à expansão do Produto Interno Bruto brasileiro, que ficou em 2,3% no mesmo período. Trata-se de um desempenho que reafirma a resiliência, a capacidade de inovação e a eficiência operacional das cooperativas catarinenses.
O avanço das sobras, que cresceram 30,8% e totalizaram R$ 7,3 bilhões, demonstra que o cooperativismo gera riqueza e, sobretudo, distribui resultados. Esses recursos retornam aos cooperados na forma de investimentos, fundos estatutários e rateios, fortalecendo comunidades, estimulando novos negócios e promovendo desenvolvimento econômico sustentável em todas as regiões do Estado.
Outro aspecto emblemático é o crescimento contínuo do quadro associativo. Em apenas um ano, mais de 370 mil pessoas ingressaram nas cooperativas catarinenses, elevando o número total de cooperados para 5.078.635 cidadãos — o equivalente a 61% da população do Estado. Santa Catarina tornou-se, assim, o mais cooperativista dos estados brasileiros, evidenciando que o modelo cooperativo transcende a dimensão econômica para consolidar-se como instrumento de organização social, participação cidadã e inclusão financeira.
As cooperativas de crédito lideram esse movimento de expansão, reunindo mais de 4 milhões de associados. Também merecem destaque as cooperativas de infraestrutura, consumo e agropecuárias, segmentos que ampliam o acesso da população a serviços essenciais, energia elétrica, crédito, transporte, abastecimento e desenvolvimento produtivo. O cooperativismo catarinense mostra-se presente em todas as dimensões da vida econômica e social.
A contribuição das cooperativas à sociedade também se manifesta de forma expressiva na geração de empregos e no recolhimento de tributos. Em 2025, foram criados 7.301 novos postos de trabalho, elevando para 109.677 o número de empregos diretos mantidos pelas cooperativas. Paralelamente, o setor recolheu R$ 4,4 bilhões em tributos, recursos que retornam à população na forma de infraestrutura, saúde, educação, segurança pública e serviços essenciais.
No agronegócio, o protagonismo cooperativista alcança dimensão estratégica para a economia catarinense e nacional. As 45 cooperativas agropecuárias responderam por 60% das receitas globais do universo cooperativista e por 62% dos empregos diretos do setor. Com receita operacional de R$ 63 bilhões, as cooperativas agro seguem liderando cadeias produtivas fundamentais para Santa Catarina, especialmente nas áreas de grãos, leite, aves e suínos.
As exportações das cooperativas agropecuárias atingiram US$ 2,18 bilhões, representando 17,9% das exportações catarinenses e quase 39% dos embarques de aves e suínos. Esse desempenho reafirma a competitividade internacional do cooperativismo catarinense e sua importância estratégica para a balança comercial brasileira.
Além disso, os investimentos realizados demonstram visão de futuro e compromisso com a modernização. Em 2025, foram aplicados R$ 1,34 bilhão na ampliação e modernização de unidades industriais, enquanto para 2026 estão previstos mais R$ 1,53 bilhão em novos investimentos. São recursos destinados à inovação, agregação de valor, aumento da competitividade e fortalecimento das cadeias produtivas.
O cooperativismo catarinense prova, diariamente, que é possível conciliar crescimento econômico com justiça social, eficiência empresarial com solidariedade e competitividade global com desenvolvimento regional. Mais do que um modelo de negócio, o cooperativismo representa um projeto coletivo de prosperidade compartilhada, capaz de transformar realidades, fortalecer comunidades e construir um futuro mais equilibrado e sustentável para Santa Catarina e para o Brasil.
VANIR ZANATTA
Presidente do Sistema OCESC (Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina)
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