Confira o artigo do presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina

O cooperativismo consolidou-se, ao longo da história, como uma das mais eficazes formas de organização econômica e social. Em todo o mundo, milhões de pessoas optaram por esse modelo empresarial para alcançar objetivos de desenvolvimento pessoal, fortalecer suas comunidades e construir oportunidades coletivas de progresso. Mais do que um sistema produtivo, o cooperativismo representa uma filosofia baseada na união de esforços, na participação democrática e na distribuição justa dos resultados do trabalho.

As cooperativas criam e mantêm postos de trabalho, geram renda e garantem a produção e o abastecimento de alimentos e serviços essenciais. Ao mesmo tempo, promovem inclusão econômica, fortalecem cadeias produtivas e contribuem para a estabilidade social das regiões onde atuam. Ao colocar em prática princípios como solidariedade, responsabilidade compartilhada e respeito à dignidade humana, o cooperativismo demonstra que é possível conciliar eficiência econômica com compromisso social.

Em diversos países, as cooperativas se tornaram agentes relevantes do desenvolvimento nacional. Ao organizar produtores, dinamizar economias locais e ampliar oportunidades de participação econômica, elas transformam o desenvolvimento em realidade concreta para milhões de pessoas. Em um mundo onde a pobreza e a insegurança alimentar ainda desafiam governos e sociedades, o cooperativismo continua sendo um instrumento poderoso de inclusão produtiva e de construção de prosperidade coletiva.

Santa Catarina é um exemplo emblemático dessa força. O cooperativismo está presente em diferentes ramos (agropecuário, crédito, saúde, consumo, transporte, infraestrutura etc.) e desempenha papel decisivo na geração de riqueza, na organização da produção e na interiorização do desenvolvimento. Em muitas regiões, são as cooperativas que estruturam cadeias produtivas, agregam valor à produção e impulsionam o crescimento econômico de municípios e microrregiões.

Diante dessa realidade, o papel do Parlamento torna-se fundamental. Na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, deputados que compreendem a relevância estratégica do cooperativismo constituíram a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop). Esse espaço fortalece o diálogo institucional e cria condições para a construção de soluções legislativas capazes de impulsionar o setor e responder aos desafios contemporâneos da economia. Atuam na Frencoop catarinense os deputados José Milton Scheffer (PP), Altair Silva (PP), Oscar Gutz (PL), Dr. Vicente Caropreso (PSDB), Lunelli (MDB), Pepê Collaço (PP), Napoleão Bernardes (PSD), Camilo Martins (Podemos), Marcos Vieira (PSDB), Mauro de Nadal (MDB), Fabiano da Luz (PT) e Fernando Krelling (MDB).

A atuação das frentes parlamentares, tanto no âmbito estadual quanto no Congresso Nacional, tem sido decisiva para defender o cooperativismo e garantir um ambiente jurídico e institucional adequado ao seu desenvolvimento. A elaboração de leis, a aprovação de políticas públicas e a mediação de debates estratégicos permitem que o Parlamento cumpra seu papel de promover o crescimento econômico com equilíbrio e responsabilidade.

Essa atuação é especialmente importante em momentos nos quais propostas equivocadas, muitas vezes baseadas em desinformação, colocam em risco conquistas históricas do setor. No caso do cooperativismo agropecuário decisões legislativas precisam considerar a natureza específica do ato cooperativo e o papel fundamental que as cooperativas exercem na produção de alimentos, na geração de empregos e na arrecadação de tributos.

A relação entre sociedade e Parlamento também precisa ser permanentemente fortalecida. O mandato parlamentar representa um compromisso contínuo com os interesses da população e exige sensibilidade para compreender os processos econômicos e sociais em constante transformação. Nesse contexto, ouvir os setores produtivos organizados, como o cooperativismo, contribui para decisões mais qualificadas e alinhadas com o desenvolvimento do País.

O cooperativismo catarinense construiu, ao longo de décadas, uma trajetória sólida, marcada por eficiência, responsabilidade social e contribuição efetiva para o crescimento do Estado. Proteger e fortalecer esse patrimônio coletivo é uma responsabilidade compartilhada entre sociedade, instituições e representantes públicos.

Por isso, o apoio parlamentar ao cooperativismo não é apenas um gesto de reconhecimento a um modelo empresarial bem-sucedido. Trata-se de uma decisão estratégica para o futuro de Santa Catarina, capaz de garantir desenvolvimento econômico, inclusão social e prosperidade para as próximas gerações.

 

VANIR ZANATTA

Presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC)

 

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