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Leandro Farina é Gerente de Saúde, Segurança, Qualidade e Sustentabilidade da Irani Papel e Embalagem (Fotos: Divulgação)
As mudanças climáticas são amplamente comprovadas pela ciência e exigem planejamento e ações concretas. Na Irani, a gestão climática está no nosso DNA há mais de duas décadas e orienta a estratégia, fortalecendo a competitividade e a resiliência operacional. A ciência é a base desse caminho: usamos os relatórios e cenários do IPCC como referência para qualificar riscos e trajetórias compatíveis com a ambição de 1,5°C e adotamos a SBTi como referência para construir e comparar metas, mesmo sem validação formal neste momento.
Esse direcionamento se materializa no Plano de Descarbonização, com governança assegurada pelo Inventário de GEE conforme o GHG Protocol, verificação independente ISO 14064 e reporte completo dos Escopos 1, 2 e 3
A trajetória começou em 2004 e ganhou robustez em 2006, quando se tornou o primeiro inventário de GEE do Brasil auditado conforme a ISO 14064. Em 2005, substituímos a caldeira a óleo BPF por cogeração a biomassa (Papel SC), e em 2006 registramos esse projeto na ONU como o primeiro MDL do setor de celulose na América Latina e o segundo no mundo, gerando 1.158.689 CERs e aproximadamente R$ 16 milhões em receita (2005–2025).
Em 2008, após a modernização da Estação de Tratamento de Efluentes da (Papel SC) registramos o segundo MDL, gerando 447.173 CERs e aproximadamente R$ 8 milhões em receita (2008-2021). Atualmente, mantemos créditos disponíveis para comercialização e elegíveis para apoiar a transição ao novo mecanismo internacional de mercado de carbono no âmbito do Acordo de Paris (PACM).
Em 2021, estruturamos os Compromissos de Sustentabilidade 2021–2030, alinhados aos ODS e reportados de forma transparente no Relato Integrado, impulsionando o Plano de Descarbonização. No ODS 13 assumimos aumentar em 20% o balanço positivo entre emissões e remoções e, em 2024, superamos o compromisso com 28%, além de compromissos ligados a água, energia e resíduos (ODS 6, 7 e 12).
A gestão climática é uma jornada contínua: já houve a redução na intensidade de emissão em mais de 90% quando comparado com o nosso primeiro inventário e o compromisso é 59,5 kgCO?e/t até 2030 (–46% vs. 2021), reforçada pela plataforma GAIA e pela caldeira de recuperação em SC (2023).
Em 2025, pelo segundo ano consecutivo integramos o ICO2 da B3. O reconhecimento é complementado pelo CDP, no qual a companhia obteve avanços em transparência e gestão de riscos. Para o ciclo 2025–2030, avançaremos com projetos estruturantes em energia, biomassa, carbono no solo e metodologias de remoções florestais.
A combinação de ciência, inovação, responsabilidade e visão estratégica sustenta a gestão climática, fortalece e traz solidez ao negócio, gerando valor para a sociedade e as futuras gerações.
Leandro Farina é Gerente de Saúde, Segurança, Qualidade e Sustentabilidade da Irani Papel e Embalagem
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