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(Fotos: Divulgação)
Autor é Presidente da Cooperativa Central Aurora Alimentos
Dentro de dois anos festejaremos o centenário do município de Chapecó. Será uma oportunidade para analisarmos, sob a ótica da história, de onde partimos e aonde chegamos nessa trajetória chamada Chapecó. Potencialidades marcam os 88 anos de emancipação do município que cataliza as vantagens e desvantagens de polarizar uma extensa região formada pelo oeste catarinense, sudoeste paranaense e noroeste sul-rio-grandense.
A atual base territorial em nada lembra a vastidão dos 14.000 quilômetros quadrados que, em 1917, constituíam seu território, demarcado pelas fronteiras com a República Argentina, os Estados do Rio Grande do Sul e Paraná e o meio-oeste catarinense. Embora seja, hodiernamente, 5% da expressão territorial do passado, Chapecó ampliou e consolidou, nessa trajetória quase centenária sua liderança como centro econômico, político e cultural.
A pujança econômica reside em uma agricultura moderna, um avançado parque agroindustrial, uma sólida indústria metalúrgica e florescente segmento de empresas de base tecnológica. Nas últimas décadas, Chapecó encontrou uma nova vocação: constituir-se em centro de serviços de, praticamente, todas as áreas da atividade humana. Sua importância política pode ser medida pela representação nos poderes constituídos e nos órgãos de governo instalados.
A condição de centro cultural deve-se, em grande escala, às instituições de ensino superior instaladas no município que, além do ensino formal de graduação, desenvolvem ações de extensão e pesquisa. Nessa área, a classe artística presta importante contribuição, produzindo, promovendo e interagindo com os diversos públicos.
A área rural foi reduzida pelas sucessivas emancipações primárias e secundárias (mais de 80 municípios surgiram na base territorial do "antigo Chapecó"), mas a crescente tecnificação das atividades agropecuárias compensou essa deficiência. E construiu uma condição de polo internacional de produção de proteínas, com produção exportada para mais de 160 países. A cada vez que contemplo os efeitos sociais e econômicos da agricultura e do agronegócio, fascina-me o extraordinário poder da multiplicação (uma semente de milho gera mais de 750 sementes) em todas as culturas agrícolas sustentáveis.
Foi a agricultura que escreveu as páginas mais eloquentes dessa centenária história. Depois de diversos ciclos econômicos, podemos asseverar que Chapecó, graças ao setor primário, ostenta uma liderança sul brasileira cujo maior patrimônio é seu povo - uma gente alegre, amante da paz e do trabalho, otimista com o presente, confiante no futuro, temperada nos mais caros valores humanos.
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