Novo Ambulatório de Oncologia Pediátrica do Inca, reformado para 800m², humaniza tratamento de crianças com câncer. Ministro Padilha elogia dignidade no SUS. Mais cadeiras de quimioterapia, consultórios e lazer elevam esperança e cura, conforme especialistas.

Você já parou para pensar no quanto um ambiente acolhedor pode mudar a experiência de uma criança enfrentando o câncer? No Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Rio de Janeiro, essa realidade ganhou forma com a inauguração do novo Ambulatório de Oncologia Pediátrica, completamente reformado. A obra transforma um espaço de tratamento em um lugar de esperança, ampliando a área de 600 para 800 metros quadrados e priorizando o bem-estar de pacientes infantojuvenis e seus profissionais.

Reforma completa

A reforma não foi só uma pintura nova. Ela reorganizou todo o layout para tornar o dia a dia mais leve e eficiente. Imagine um ambulatório onde a quimioterapia, que pode ser tão intimidadora, acontece em um ambiente com oito cadeiras ampliadas, dois leitos e duas macas adicionais. Dez consultórios foram renovados do zero, incluindo o de oncologia ocular, garantindo fluxos mais ágeis e menos estresse para as famílias.

Além disso, áreas de recreação infantil foram repaginadas com brinquedos e cores vibrantes, enquanto um espaço exclusivo para adolescentes oferece lazer adaptado à idade deles – pense em cantinhos para jogos, leitura ou simplesmente relaxar. Na prática, isso significa que o tratamento vai além da medicina: ele considera a criança como um todo, ajudando a manter a rotina e o ânimo durante sessões longas.

Vozes de autoridade

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanhou a entrega e não escondeu a emoção. "Fiquei muito emocionado de ter uma estrutura nova na Pediatria, com essa qualidade e dignidade para os trabalhadores e os pacientes", declarou ele. Padilha reforçou: "É mais esperança para a família que tem uma criança com diagnóstico de câncer saber que é possível vencer a doença, com profissionais qualificados, boa estrutura, medicamentos chegando e a força do SUS para cuidarmos cada vez melhor dos pacientes".

Roberto Gil, diretor-geral do Inca, complementou: "Quando temos um bom acolhimento, em uma situação complicada como o câncer pediátrico, temos uma esperança maior e uma energia melhor para enfrentar toda essa adversidade". Já Sima Ferman, chefe da Seção de Oncologia Pediátrica, destacou o impacto prático: "O câncer pediátrico é uma doença curável, e hoje todos os esforços são feitos para que o paciente seja curado e cresça como um indivíduo integrado à comunidade". Todo o empenho para tornar o tratamento mais leve tem efeito direto na recuperação, segundo ela.

Impacto no SUS e no futuro das crianças com câncer

Por que isso importa tanto para o SUS? O câncer infantil representa cerca de 8.800 novos casos por ano no Brasil, conforme dados do Inca e do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (disponíveis em inca.gov.br). Ambientes como esse elevam a taxa de cura, que já chega a 80% em casos pediátricos quando diagnosticados cedo e tratados adequadamente – números baseados em relatórios oficiais do Inca.

Na prática, famílias de todo o país agora contam com um atendimento mais digno no Rio de Janeiro, reduzindo o trauma e melhorando adesão ao tratamento. E você, o que acha que faz a diferença na luta contra o câncer infantil: a tecnologia, os profissionais ou o acolhimento humano? Essa inauguração mostra que tudo isso, junto, pode salvar vidas e construir futuros inteiros.

 

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