-
Deputadas de oposição lamentaram a eleição de Erika Hilton e afirmaram que a comissão deveria ser presidida por uma mulher (Fotos: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados )
Erika Hilton recebeu 11 votos, enquanto 10 deputados optaram por votar em branco, em um gesto interpretado como protesto de parte da oposição.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) foi eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, em votação realizada na Câmara dos Deputados, na quinta-feira, 11. A escolha ocorreu em meio a forte debate político e registrou divisão entre os parlamentares do colegiado.
Erika Hilton recebeu 11 votos, enquanto 10 deputados optaram por votar em branco, em um gesto interpretado como protesto de parte da oposição. A parlamentar torna-se a primeira mulher trans a comandar a comissão, responsável por discutir políticas públicas e legislações voltadas à proteção e aos direitos das mulheres.
A eleição provocou reações entre parlamentares de diferentes partidos. A deputada catarinense Julia Zanatta (PL-SC) criticou o resultado e afirmou que a escolha representa “uma derrota para as mulheres”. Já aliados da deputada do PSOL consideraram a eleição um avanço na representatividade dentro do Parlamento.
Repercussão
A repercussão também ganhou força nas redes sociais. Em uma postagem, Erika Hilton respondeu às críticas afirmando que não se preocupa com opiniões que classificou como “transfóbicas e imbeCIS”, declaração que ampliou o debate político em torno da presidência da comissão.
#ELENÃO
Na plataforma X (ex Twitter), a #ELENÃO ganhou grande destaque. Além do argumento de Erika Hilton estar ocupando um lugar destinado à mulheres biológicas - que entendem todas situações típicas e exclusivas do sexo feminino, como parto. gestação, cânceres de mama, útero, etc - o fato de Erika Hilton ter votado contra aumento de pena para crimes graves - como Estupro e estupro de vulnerável; Feminicídio; Homicídio qualificado; Latrocínio (roubo seguido de morte) e Crimes cometidos por organizações criminosas ligados a delitos hediondos - também contribuiu para demonstrar o desacordo com sua eleição à presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.
PSOL
Erika Hilton substitui a deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG), que comandava a comissão anteriormente, Por conta de acordo de líderes, a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados tem ficado com os socialistas.
Após a eleição, a deputada afirmou que pretende conduzir os trabalhos do colegiado com foco no combate à violência contra a mulher, na defesa de políticas públicas de proteção e na ampliação de direitos.
Tags
- Câmara dos Deputados
- Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher
- Direitos das Mulheres
- Erika Hilto
- Erika Hilton
- Mulher
- PSOL
Deixe seu comentário