Dados apontam alta de 10% no impacto do Carnaval em 2026; nova Frente Parlamentar busca consolidar a festa como política pública e fomentar a economia criativa.


Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revelam o impacto do Carnaval de 2026 na economia catarinense: a maior festa popular do país injetou mais de R$ 510 milhões no Estado.

Em nível nacional, os números são ainda mais expressivos. O Carnaval consolidou-se como um dos principais motores da economia criativa brasileira, com impacto superior a R$ 18,6 bilhões — um crescimento de 10% em relação a 2025.

A festa gerou emprego e renda e impulsionou setores como turismo, serviços, bares e restaurantes, beneficiando tanto o mercado formal quanto o informal, com destaque para São Paulo e Rio de Janeiro. Os dados marcaram a instalação da Frente Parlamentar em Defesa do Carnaval, realizada na manhã desta quarta-feira (25), no Plenarinho da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).

Lideranças e Composição da Frente
A iniciativa é liderada pela deputada estadual Luciane Carminatti (PT), presidente da Comissão de Educação e Cultura da Casa. Além da parlamentar, a solenidade de instalação contou com a presença do presidente do Parlamento, deputado Julio Garcia (PSD), dos deputados Marquito (Psol) e Mário Motta (PSD); do coordenador do Ministério da Cultura em Santa Catarina, Alexandre Martins; e do presidente da Aliessc e da Liesf, Joel Costa Júnior.

Defesa institucional e objetivos
A frente parlamentar tem como objetivo fortalecer o Carnaval catarinense como expressão cultural, artística e social, ampliando o diálogo entre Parlamento, fazedores de cultura e poder público. Entre as pautas prioritárias estão a valorização da cultura popular, políticas públicas de fomento, financiamento, reconhecimento do Carnaval como patrimônio cultural e garantia de condições adequadas para a realização das manifestações em todo o Estado.

O presidente da Alesc, Julio Garcia, destacou que as frentes parlamentares são instrumentos importantes de aproximação entre o Legislativo e a sociedade. “Por meio das frentes parlamentares, essa aproximação se potencializa”, afirmou. Segundo ele, o Carnaval, como maior manifestação popular do país, já merecia uma representação mais efetiva no Parlamento.

Agenda permanente e fomento à cultura
Coordenadora da Frente, Luciane Carminatti afirmou que a iniciativa representa mais um passo na consolidação de uma agenda permanente em defesa da cultura popular. “A Frente Parlamentar nasce com o objetivo de dar visibilidade institucional às demandas do setor e articular ações em defesa do Carnaval em todas as suas formas. O Carnaval vai muito além dos desfiles e mantém viva a identidade do nosso povo”, declarou.

A deputada ressaltou ainda que o Carnaval de Passarela de Florianópolis é considerado o terceiro maior do país e defendeu o fortalecimento de políticas públicas para o setor. Ela destacou a importância do PIC – Programa de Incentivo à Cultura, que conta com orçamento estadual de R$ 75 milhões. “Temos 81 projetos no Estado aptos a captar recursos e que poderiam ser financiados”, afirmou.

Identidade Cultural e Economia
Os deputados Marquito e Mário Motta também defenderam a iniciativa. Para Marquito, a frente é fundamental para reconhecer que se trata de uma manifestação cultural presente durante todo o ano nas comunidades. Mário Motta comparou a nova frente à Frente Parlamentar em Defesa do Futebol, que coordena na Casa. “Assim como o futebol, o Carnaval movimenta a economia e faz parte da identidade cultural do país”, disse.

Momento histórico para o setor
Visivelmente emocionado, o presidente da Aliessc e da Liesf, Joel Costa Júnior, classificou o ato como histórico para o movimento carnavalesco catarinense. “O Carnaval de Santa Catarina movimentou mais de R$ 500 milhões e, no país, mais de R$ 18 bilhões. O Carnaval precisa desse espaço para seu fomento. Esperei 15 anos por esse momento. O Carnaval passa a ser reconhecido como política pública permanente de cultura, emprego e renda”, afirmou.

Entre as principais demandas do setor, ele destacou a luta pela criação de uma Cidade do Samba em Santa Catarina, considerada prioridade número um da categoria. “Investir no Carnaval é uma obrigação de política pública. Trata-se de uma manifestação cultural que gera emprego, renda e fortalece a identidade do nosso Estado”, concluiu.

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