Ambientalistas, populares, gestores públicos e representantes do movimento agroecológico do país, em especial da região Sul, participaram nesta quinta-feira (04), à tarde, da Mesa “Agroecologia na Casa do Povo", no Auditório Antonieta de Barros, na Assembleia Legislativa.

Durante quatro horas, eles debateram estratégias e medidas governamentais que podem ser tomadas para a promoção de políticas públicas em defesa de uma agricultura saudável e ecológica no país e no estado. O evento, que foi proposto pelo deputado Marquito (Psol), é organizado pelo Cepagro e pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) e integra a programação da Plenária Nacional da ANA, que ocorre em Florianópolis, de 2 a 5 de julho.

O deputado Marquito destaca a importância de iniciativas como esta, que promovam a agroecologia na perspectiva de adoção de políticas públicas ecologicamente viáveis. “É um movimento em prol da vida, da saúde, da proteção ambiental, da valorização de uma alimentação adequada e saudável”, pontuou.

Marquito informou ainda que foi elaborada a carta “Agroecologia para as eleições 2024” visando inspirar os candidatos para o pleito municipal para colocar em ação essa agenda tão fundamental para a sociedade. “Cada vez mais essa agenda tem que entrar na pauta de debates dos gestores públicos e esse debate no Parlamento centrou na adoção de políticas públicas voltadas para a agroecologia”, destacou.

A agricultora Rosalita Vitor reforçou a fala do parlamentar ao avaliar que a agroecologia nasce a partir do conhecimento dos agricultores e agricultoras. “Ela é histórica, nasce dos territórios e dos conhecimentos, é saúde, é o caminho para o enfrentamento das mudanças climáticas”, avaliou.

Ainda segundo os debatedores, para a construção, implementação e controle social de políticas públicas ligadas à agroecologia, agricultura familiar e segurança alimentar e nutricional são fundamentais para o avanço de formas mais sustentáveis de produção e consumo de alimentos saudáveis no Brasil.

Números
Dados da Rede Penssan (Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar), divulgados em 2023, cerca de 33 milhões de pessoas vivem em insegurança alimentar e nutricional grave no Brasil. Em Santa Catarina, são 338 mil pessoas sem acesso aos nutrientes necessários.