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A Fazenda Mãe Rainha, de Lages, esteve entre os participantes catarinenses. (Fotos: Denise De Rocchi/Ascom Cidasc)
Estado reforçou sua vitrine no evento com produtos típicos, discussões técnicas e resultados expressivos na pecuária
Santa Catarina encerrou sua participação na 49ª Expointer, em Esteio (RS), com saldo positivo em negócios, encontros técnicos e reconhecimento na pecuária. Ao todo, 65 animais de propriedades catarinenses foram premiados na feira, que reúne mais de um milhão de visitantes e se consolidou como uma das principais vitrines do agronegócio da região Sul.
O Estado participa do evento desde a primeira edição, por meio da Casa do Produtor Catarinense. Nos últimos anos, o espaço passou a ser administrado pela Cidasc, em parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária e a Faesc, reunindo produtores, agroindústrias e representantes do setor em uma agenda de promoção comercial e institucional.
Nesta edição, a Casa do Produtor Catarinense apresentou alimentos de 14 empresas, quatro cooperativas e duas associações de produtores. O público pôde degustar produtos como Linguiça Blumenau, reconhecida com Indicação Geográfica, além de queijos, bebidas, maçã, doces e cereais, evidenciando a variedade e a qualidade da produção estadual.
Além de expor os itens, a equipe da Cidasc também explicou ao público como as ações de sanidade animal e vegetal e a inspeção sanitária garantem alimentos seguros para o consumo humano. A iniciativa ajudou a aproximar consumidores e produtores e a valorizar o trabalho realizado ao longo de décadas para consolidar o padrão sanitário catarinense.
Entre os destaques da feira, Santa Catarina somou premiações em diferentes espécies: 13 ovinos, 3 caprinos, 3 equinos e 46 bovinos. Cabanhas e fazendas de várias regiões do Estado foram reconhecidas, como a Cabanha São Chico, de Água Doce, a Fazenda Sonho e Realidade e Família, também de Água Doce, e a Fazenda Mãe Rainha, de Lages.
O produtor Marquinhos Pagani, de São Joaquim, voltou a se destacar na raça Ultrablack e conquistou títulos importantes na Expointer. Já a Fazenda Ceregatti, de Pouso Redondo, celebrou resultados consistentes com zebuínos da raça Brahman, mostrando como genética, manejo e sanidade se transformam em competitividade e novos negócios.
Para lideranças do setor, a Expointer também é um espaço estratégico para discutir o futuro do agronegócio. Representantes da Cidasc, da Sape/SC e da Faesc aproveitaram a feira para tratar de temas como produção leiteira, desafios sanitários e exigências de mercados importadores.
O status sanitário de Santa Catarina foi ressaltado como um diferencial que amplia oportunidades no Brasil e no exterior. O Estado é reconhecido como área livre de febre aftosa sem vacinação desde 2007 e de peste suína clássica desde 1994, condição que fortalece a imagem dos produtos catarinenses e sustenta a competitividade das agroindústrias.
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O produtor Marquinhos Pagani, de São Joaquim, conquistou, três títulos durante a Expointer. (Andréia Cristina Oliveira Assessoria Sape)
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A Fazenda Ceregatti, de Pouso Redondo (SC), obteve destaque nas competições de zebuínos da raça Brahman. (Denise De Rocchi/Ascom Cidasc)
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