BRDE impulsiona turismo em Santa Catarina

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BRDE impulsiona turismo em Santa Catarina

Por Rita Lombardi

 Publicado 10/03/2026 18:34  – Atualizado 10/03/2026 21:22

O maior volume de crédito foi registrado em 2021, em meio à recuperação
econômica pós-pandemia.
  • O maior volume de crédito foi registrado em 2021, em meio à recuperação econômica pós-pandemia. (Fotos: AMESC)

De 2018 até 2026, foram disponibilizados R$ 310 milhões em financiamentos pelo Fungetur para expansão e qualificação do setor turístico no Estado.

Santa Catarina está entre os destinos brasileiros que mais cresceram na atração de turistas estrangeiros em 2025. Nos primeiros dez meses do ano, o Estado recebeu mais de 617 mil visitantes internacionais, alta de 60,27% em relação ao mesmo período anterior. A maioria veio da Argentina, Chile e Paraguai.
Parte desse avanço é sustentada pela ampliação do crédito ao setor. Desde 2018, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) já viabilizou cerca de R$ 310 milhões em financiamentos em Santa Catarina por meio do Fundo Geral de Turismo (Fungetur). O Estado ocupa a segunda posição no país em número de contratos firmados com recursos do fundo.

Diversos setores
beneficiados

Os financiamentos atendem principalmente agências de turismo, meios de hospedagem e restaurantes, com foco em obras, modernização, compra de equipamentos e capital de giro. “O Fungetur permite investimentos estratégicos para qualificar serviços e infraestrutura, fortalecendo o turismo regional de forma sustentável”, afirma o diretor vice-presidente do BRDE, Mauro Mariani.
No cenário regional, a Região Sul lidera a utilização dos recursos do Fungetur no país, somando aproximadamente R$ 1 bilhão em financiamentos. Nacionalmente, o BRDE se destaca como principal agente financeiro na operacionalização do crédito federal para o turismo.

Recuperação
pós pandemia

Desde 2018, o banco contabiliza cerca de 1,6 mil operações de crédito na Região Sul. O maior volume foi registrado em 2021, com aproximadamente 1,2 mil contratos formalizados, em meio à recuperação econômica pós-pandemia. “O turismo foi um dos setores mais impactados, e o BRDE ampliou o acesso ao crédito para apoiar a retomada e a competitividade das empresas”, destaca o diretor financeiro, João Paulo Kleinübing.
O acesso aos recursos ocorre via Cadastur, sistema do Ministério do Turismo, que reúne cerca de 174 mil prestadores ativos no país. O ticket médio por empreendimento é de aproximadamente R$ 28 mil.
Na Região Sul, as médias empresas concentram a maior parte dos recursos, cerca de R$ 163 milhões. Ainda assim, 42% das operações atendem micro e pequenas empresas, ampliando o alcance das linhas de crédito e os investimentos em infraestrutura e qualificação da experiência turística.

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  • João Paulo Kleinubing, diretor financeiro do BRDE (Divulgação)

  • Página veiculada por cerca de 30 jornais de diferentes regiões do Estado (Reprodução)

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