Parlamentar do Novo lembra que o projeto envolve valores gigantescos de dinheiro público

O projeto “Universidade Gratuita”, entregue nesta terça-feira (16/05) pelo governador Jorginho Mello ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Mauro de Nadal (MDB), precisa de uma análise técnica detalhada e cuidadosa, segundo o deputado estadual Matheus Cadorin (Novo). “É um projeto que vai afetar a vida de muita gente, e envolve valores gigantescos de dinheiro público, por isso há que se ter cuidado e ser muito criterioso na avaliação da proposta”, afirma Cadorin.
 “Em primeiro lugar, precisamos lembrar que nada que vem do Governo é gratuito. Tudo que é feito pelo Governo é feito com o dinheiro dos catarinenses, que pagam impostos em tudo que fazem, o tempo todo”, pontua o parlamentar. Para ele, é justamente esta questão - a de utilização de grandes quantias de dinheiro do pagador de impostos - que exige do Parlamento um cuidado grande na análise do projeto do Executivo. 

O parlamentar destaca que, segundo as informações iniciais constantes no projeto, em 2023 a despesa inicial
deve ser de pelo menos R$ 228,4 milhões. Em 2024, de R$ 698,2 milhões; em 2025 deve chegar a R$ 933,8 milhões e, na fase final de implementação, pode chegar a mais de R$ 1,2 bilhão. “Decidir sobre a aplicação de dinheiro que vem do bolso do pagador de impostos, em quantias como estas, exige muita responsabilidade e
critérios técnicos”, destaca Cadorin.
O deputado disse que vai convidar especialistas na área da Educação para que examinem com cuidado as propostas encaminhadas pelo Executivo estadual. Entretanto, mesmo antes da análise técnica, Cadorin já antecipa alguns pontos de preocupação em relação à matéria. “Todas as questões que estamos sinalizando desde já dizem respeito à liberdade, que é um valor inegociável para o Partido Novo”, justifica o deputado.
 Para Matheus Cadorin, o estudante precisa ter assegurado seu direito de escolher a Universidade onde quer estudar, levando em consideração aspectos que são pessoais, como localização, e avaliação dos cursos, por exemplo. “E a destinação de verbas em quantias pré-definidas pelo Governo do Estado pode impedir ou dificultar esse direito de escolha”, avalia.

 “Além disso, há que se respeitar a liberdade de mercado”, lembra Cadorin, uma vez que a proposta do Executivo
prevê tratamento diferenciado para as Universidades particulares e as Universidades filantrópicas.



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