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Comissão de Segurança Pública (Fotos: Bruno Collaço / Agência AL)
“São Paulo viveu, mais uma vez, o pavor de ver a violência invadir uma escola, tendo como resultado uma estudante morta e outros três feridos”, relembrou Cadorin
O deputado estadual Matheus Cadorin (Partido Novo) quer que o Governo do Estado
informe à Assembleia Legislativa quantos policiais militares do Corpo Temporário
de Inativos da Segurança Pública (CTISP) estão de fato trabalhando no Programa
Escola Mais Segura, projeto de origem governamental aprovado em 19 de abril deste
ano pelos deputados catarinenses. Na época, o Executivo estadual afirmou que
seriam convocados 1.053 integrantes do CTISP, que receberiam R$ 4,1 mil mensais
cada um para proteger as escolas da rede pública estadual.
Além dos policiais armados nas escolas, o governo também garantiu a criação de
um protocolo de segurança com ronda reforçada, um centro integrado de operações
policiais, treinamento de professores para reação em situações de violência, e a
criação de um Comitê Permanente de Segurança nas escolas. Passados mais de
seis meses do anúncio das ações, Cadorin quer saber qual o status de cada uma
destas iniciativas.
Escola atacada
A iniciativa do deputado estadual tem como objetivo garantir que as
instituições de ensino em Santa Catarina estejam, de fato, protegidas. “Esta semana
São Paulo viveu, mais uma vez, o pavor de ver a violência invadir uma escola, tendo
como resultado uma estudante morta e outros três feridos”, relembrou Cadorin, que
complementou: “Não queremos ver isso outra vez em Santa Catarina. Por isso é
fundamental saber se as ações de prevenção saíram do papel e se transformaram
em realidade.”
Em reunião realizada esta semana, durante reunião da Comissão de Segurança
Pública da Assembleia Legislativa, o deputado Matheus Cadorin apresentou um
requerimento, que foi aprovado por unanimidade. O requerimento solicita
informações detalhadas ao governo do Estado e à Assembleia Legislativa,
abrangendo não apenas o número de policiais CTISP envolvidos na segurança das
escolas, mas também as medidas adotadas após incidentes semelhantes em solo
catarinense e os resultados das ações do Comitê de Operações Integradas de
Segurança Escolar.
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