Em Nota, a Associação considerou o ato da Câmara Municipal 'uma canhestra tentativa de intimidação'

A ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS JORNAIS DO INTERIOR DO BRASIL – ADJORI/BR considerou  um atentado à liberdade de expressão, à liberdade de informação e ao exercício da atividade profissional jornalística o ato da  Câmara Municipal de Teresóplis de instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra um veículo de comunicaçõa do município.

Em Nota de Repúdio,  a  ADJORI BRASIL, que congrega Associações de Jornais do Interior de oito estados brasileiros,  presta sua solidariedade ao Diário de Teresópolis e aos seus jornalistas, na expectativa de que essa lamentável e absurda criação de CPI seja anulada pela via judicia.

Confira a íntegra da Nota

NOTA DE REPÚDIO

A ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS JORNAIS DO INTERIOR DO BRASIL – ADJORI/BR vem a público repudiar, veementemente, o ato da Câmara Municipal de Teresópolis que, numa clara e canhestra tentativa de intimidação, a referida Câmara Municipal resolveu instaurar, sem nenhum fato determinado, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o jornal Diário de Teresópolis. Trata-se de um caso inédito, eis que nunca antes um veículo de imprensa havia sido alvo de uma CPI, o que denota o inequívoco propósito de retaliação contra o jornalismo sério e independente realizado pelo Diário de Teresópolis.

A ADJORI/BR presta sua solidariedade ao Diário de Teresópolis e aos seus jornalistas, na expectativa de que essa lamentável e absurda criação de CPI seja anulada pela via judicial, não apenas pela ausência de qualquer fato determinado, mas também com fundamento no fato de que o jornalismo profissional, independente, responsável e o respeito das autoridades públicas pelo correto exercício do jornalismo são pressupostos de um ambiente verdadeiramente democrático.

A Constituição brasileira é absolutamente clara e definitiva na vedação a qualquer tipo de interferência na liberdade de expressão, daí porque atos como o da Câmara Municipal de Teresópolis desrespeitam as normas constitucionais e ferem o direito dos cidadãos de serem livremente informados.

Brasília, 02 de setembro de 2015.



Miguel Ângelo Gobbi
Presidente da ADJORI/BR

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