Governador Raimundo Colombo participará do velório do catarinense que era considerado 'o 'E' do caminho' de uma das maiores empresas brasileiras

A morte do catarinense Eggon João da Silva, aos 85 anos, em Jaraguá do Sul, na madrugada deste domingo, enlutou o meio empresarial e político do Estado. O velório ocorre na Associação Recreativa WEG e o sepultamento será às 16h30 no Cemitério Central de Jaraguá do Sul, na Rua Procópio Gomes de Oliveira. Em nota oficial, o governador Raimundo Colombo divulgou que irá ao velório no início da tarde de hoje, em Jaraguá do Sul.

Considerado um dos industriais mais importantes do Brasil, o empresário é um dos três fundadores da WEG e considerado "o 'E' do caminho da empresa. O site oficial da empresa destaca que a fábrica de motores WEG nasceu em 1961 da união de um eletricista, Werner Ricardo Voigt, de um administrador, Egon João da Silva, e de um mecânico, Geraldo Werner Werninghaus. A empresa começou na cidade catarinense de Jaraguá do Sul que, na época, contava com cerca de 20 mil habitantes.

WEG, além de unir as iniciais dos sócios Werner, Egon e Geraldo, significa, em alemão, caminho. Eis aí uma boa definição da história da empresa que procurou com sabedoria traçar uma trajetória inovadora e arrojada que não aconteceu ao acaso, mas consciente dos riscos e planejada a partir de uma disciplina rigorosa implementada dentro da empresa.

Raimundo Colombo afirma que Santa Catarina e o Brasil perderam um visionário, um exemplo do empreendedorismo dos catarinenses. "A história da fundação da WEG por Eggon, juntamente com Werner Ricardo Voigt e Geraldo Werninghaus, em 1961, mostrou a visão do empresário. A WEG projeta Santa Catarina para o mundo", destacou.


Eggon nasceu em 17 de outubro de 1929 e iniciou a carreira muito jovem, num cartório de Jaraguá do Sul. Depois de trabalhar em banco e tornar-se sócio de metalúrgica especializada em produção de canos de escape para o setor automotivo, fundou em 1961 a Weg, junto com Voigt e Werninghaus. Foi diretor-presidente da empresa até 1989, transformando-a numa das maiores do setor no País e iniciando o processo de internacionalização da companhia. De 1989 a 2004, presidiu o Conselho de Administração da Weg. Também integrou os conselhos da Oxford, da Tigre, da Marisol, e da Perdigão, em cuja recuperação teve importante participação.

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