-
Coordenador do Procon usou a tribuna da Câmara para falar sobre suposto caso de calote (Fotos: Rodrigo Melo)
Pelo menos 30 produtores de tabaco fizeram reclamações junto ao Procon de Canoinhas
Texto: Priscila Noernberg/Jornal Correio do Norte
Atualizada às 13h50min de 22/09/2015
Pelo menos 30 produtores de tabaco já registraram queixa junto ao Procon de Canoinhas nos últimos dias contra a Indústria de Tabacos e Agropecuária Ltda (Intab). Segundo o coordenador municipal do órgão, Antonio Carlos Gomes dos Santos, os fumicultores afirmam que a Intab teria feito empréstimo bancário não autorizado em seus nomes. Por serem vinculados à Intab, os produtores teriam assinado procurações usadas pela empresa para conseguir financiamentos junto ao Banco do Brasil.
De acordo com o coordenador do Procon, que usou a tribuna da Câmara de Canoinhas para expor o problema na noite de ontem, os agricultores estariam em dia com os débitos junto à empresa, mas a quitação das dívidas não teria sido repassada ao banco. Isso fez com que o nome dos produtores fosse para o Serasa. O Procon orientou que os agricultores entrassem com ações na Justiça contra a Intab.
A descoberta da dívida teria ocorrido no momento em que os produtores procuraram o Banco do Brasil para a renovação de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
De acordo com o coordenador do Procon não somente agricultores de Canoinhas, mas Major Vieira, Bela Vista do Toldo e Irineópolis podem ter sido vítimas do suposto golpe.
Canoinhas é o maior produtor de tabaco de Santa Catarina e o quinto maior do país. No município, mais de 2.600 produtores trabalham com a cultura.
Banco do Brasil
O Banco do Brasil explicou ao Procon que existe um convênio entre a empresa e o banco; e o agricultor estaria inserido neste convênio como um fiador. Com a Intab não repassando o dinheiro ao BB, a instituição financeira direciona o débito ao produtor.
Posição da Intab
A Intab informou que existe apenas um atraso no pagamento aos produtores de tabaco. Por meio da assessoria de imprensa, argumentou que este atraso a fornecedores e produtores deve-se à instabilidade econômica, ao não alcance do volume de tabaco que a empresa esperava comercializar e também à inadimplência acima dos índices normais das últimas safras. A Intab lamenta ainda o transtorno e afirma que está trabalhando para vencer as adversidades da empresa. A Intab informou também que nenhum dos fumicultores ligados à empresa está com nome no Serasa por dívidas adquiridas pela empresa. A assessoria de imprensa disse ainda que os produtores que estiveram com o nome sujo devem procurar imediatamente o orientador agrícola a fim de solucionar o problema.
Deixe seu comentário