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De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços, a alta de 2,3% no acumulado do ano corresponde a menos de 1/3 do crescimento verificado no mesmo período de 2014
A receita bruta do setor de serviços acumulou alta de 2,3% no primeiro semestre de 2015, de acordo com a pesquisa mensal de serviços (PMS), divulgada nesta terça-feira (18) pelo IBGE. O crescimento no ano tem sido puxado pelo comportamento da receita dos serviços profissionais, técnicos e administrativos prestados às empresas (+6,0%).
O resultado apurado pela PMS é o pior para um primeiro semestre desde o início da série histórica em 2013. Os estados com melhor desempenho no primeiro semestre foram Rondônia (+7,3%), Pará (+5,5%) e Ceará (+4,6%). No primeiro semestre do ano passado, por exemplo, houve alta de 7,4%.
Comparativo mensal
No comparativo entre junho de 2015 e junho de 2014, houve variação positiva de 2,1%. O resultado é maior se comparado com os meses de maio de 2015 e maio de 2014, quando a aceleração foi de 1,0%.
Considerando apenas a base comparativa mês a mês, o aumento da receita verificado em junho foi o menor para o mês desde o início da série histórica da PMS, em 2013. Os segmentos com as maiores taxas nessa comparação foram os serviços profissionais, administrativos e complementares (+5,9%) e os transportes e correios (+4,4%). Já os serviços de informação e comunicação (-1,7%) impediram uma alta maior da receita nominal do setor terciário.
No corte regional, levando em conta os meses de junho de 2015 e junho de 2014, Rondônia (+15,9%), Alagoas (+8,0%) e Mato Grosso (+7,4%) foram as unidades da Federação que asseguraram o melhor desempenho. De forma mais agregada, o Norte (+3,9%), região que responde por aproximadamente 3% da receita anual dos serviços pesquisados, se destacou.
Últimos 12 meses
Em termos reais, a variação nos preços dos serviços apurados pelo IPCA nos doze meses encerrados em junho, que foi de +7,9% (menor taxa desde setembro de 2012), levou o faturamento real do setor de serviços a registrar a queda de 5,9% pelo 16º mês seguido.
Os dados ainda não são dessazonalizados pelo Instituto em virtude do reduzido número de observações da série da PMS. Educação, saúde e serviços financeiros estão fora da pesquisa. Ainda assim, as atividades investigadas respondem por mais de 1/3 do valor adicionado bruto gerado pela economia brasileira.
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