Agência Adjori ouviu Paulo Skaf e o presidente da Firjan, Eduardo Gouvêa Vieira, após reunião da diretoria da CNI, em Joinville

Tanto o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, como o do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, falaram em "reação forte" da população e no Congresso Nacional à proposta do Governo Federal de tirar R$ 6 bilhões do Sistema S para o ajuste fiscal. Ambos falaram à Agência Adjori de Jornalismo ao final da assembleia da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), realizada paralelemente ao Encontro Brasil Alemanha, em Joinville. Na assembleia foi confirmado que, no final da tarde desta terça-feira, haverá uma rodada de negociações no Palácio do Planalto entre os presidentes de Confederações que controlam o Sistema S (CNI, Confederação Nacional do Comércio, da Agricultura e outras) e o ministro da Casa Civil, Aloísio Mercadante.

Na reunião em Joinville foi elaborada uma estratégia de reação da CNI e das federações das indústrias estaduais, com a assinatura de um documento rejeitando a proposta governamental a ser assinado pelas bancadas de deputados e senadores. Também haverá um corpo a corpo junto a prefeitos e a governadores e campanhas estaduais de conscientização da importância de preservar o Sistema S.

O presidente da Fiesc, Paulo Skaf, afirmou que "a proposta do Governo Federal não tem o mínimo cabimento. Não pode tirar recursos de entidades sérias e competentes: quem conhece uma escola do Sesi ou do Senai, do Comércio, da Agricultura, do Sebrae, não pode fazer uma proposta destas. Eu conheço com profundidade o quanto elas dão de retorno para o Brasil. O governo não pode mexer numa das poucas coisas que funcionam no país", afirmou.

Paulo Skaf foi enfático: "Espero que o Governo reflita e pare por aí. Se não, haverá uma reação muito forte, não só dos deputados, senadores, mas também dos alunos, professores, das famílias e da sociedade. Eu inaugurei mais de 100 escolas em cidades de São Paulo e sei que as populações vão reagir. Haverá uma reação política muito forte, não só do Congresso Nacional, mas também dos trabalhadores".

O presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvê Vieira, acompanhou o tom de Skaf e afirmou que "precisamos mostrar às autoridades que é um Sistema que existe há mais de 70 anos, funcionando muito bom e administrado com total sucesso. O Governo está com um problema orçamentário e não tem com isso que destruir algo que dá tão certo para tentar resolver seu orçamento. Evidentemente que as pessoas atendidas por esse sistema vão protestar no Congresso Nacional. Sou otimista, considero que essa medida não vai prosperar".

Quanto ao apoio político ao corpo a corpo que a CNI e os presidentes de Federação farão junto aos deputados e senadores no Congresso, o presidente da Firjan disse que "os parlamentares trabalham ouvindo os seus votos junto à população e a capilaridade do Sistema S é gigantesta. Assim, é claro que eles vão entender a seriedade do assunto".

 

 

 

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