-
Raimundo Colombo, Udo Döhler e Glauco Côrte (Fotos: Fernando Bond)
Na abertura do Encontro Brasil Alemanha, Glauco Corte, Raimundo Colombo e Udo Döhler, falaram à Agência Adjori sobre cortes no Sistema S
O presidente da Fiesc, Glauco José Corte, informou à Agência Adjori de Jornalismo que a Confederação Nacional das Indústrias (CNI) vai se posicionar hoje pela rejeição da proposta do Governo Federal que retira R$ 6 bilhões do Sistema S no Ajuste Fiscal. Isso ocorrerá na reunião de todas as federações de indústrias do país com o presidente da CNI, Robson Andrade. Se o corte acontecer, serão fechadas 400 escolas e 2 milhões de alunos serão dispensados só no Sesi e Senai, segundo informou o presidente da CNI, que participa da abertura do Encontro Brasil Alemanha, em Joinville.
Para Santa Catarina as consequências do corte seriam drásticas, com a perda de 50 mil matrículas, sendo 30 mil no Sesi/Senai e 20 mil no Sesc/Senac, que fazem parte do Sistema Fecomércio. "O que vamos fazer hoje é encontrar uma estratégia de rejeição, seja pela negociação, pela via parlamentar ou outra que seja necessária", disse o presidente da Fiesc.
Enquanto a Indústria se articula em Santa Catarina, no Rio de Janeiro os presidentes das Federações do Comércio (Fecomércio) de todo o país se reunirão na Confederação Nacional do Comércio para se posicionar sobre o corte.
O governador Raimundo Colombo também falou à Agência Adjori sobre o assunto, dizendo que "é preocupante que este corte recaia sobre a qualificação profissional e ensino, mas se ninguém ceder, também, nada vai funcionar no Ajuste Fiscal". Ele defendeu que o Governo Federal deveria fazer cortes na sua própria estrutura, "como estamos fazendo em Santa Catarina, onde estamos demitindo e revisando os contratos". O prefeito de Joinville, Udo Dohler, também mostrou sua preocupação com os cortes no Sistema S, que atinge em cheio uma cidade industrial e comercial como Joinville.
Deixe seu comentário