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Painel reuniu os palestrantes do Radar Pocket que debateu economia verde (Fotos: Elis Pereira)
Radar Pocket promovido pela Fiesc discute diversas fontes de energia
“O futuro é multienergia. Temos que diversificar as soluções e acelerar a descarbonização”, disse o diretor de pesquisa e desenvolvimento da Tupy, André Ferrarese, durante participação no Radar Pocket, que debateu economia verde. No evento, promovido pela Academia FIESC de Negócios, nesta quinta-feira, dia 18, ele explicou que existe um período de transição. “No período transitório, o uso do gás natural é excelente porque dos fósseis é o combustível que tem menor intensidade de carbono”, disse.
O diretor-executivo da Noale Energia, Frederico Boschin, destacou que a substituição de tecnologias e a questão comportamental são desafios para a descarbonização. Ele citou como exemplo uma discussão que vem sendo feita nos Estados Unidos sobre o uso das bombas de calor, equipamento para aquecer ou esfriar as residências, sem o uso de gás natural. “Muita gente não entende a tecnologia e tem dificuldade de aceitar a novidade”, salientou, lembrando que não tem como abandonar ou substituir uma tecnologia sem pensar na garantia do suprimento de energia.
Em sua palestra, o diretor de sistemas industriais & e-Mobility da Weg Automação, Valter Luiz Knihs, disse que o mundo está passando pelo final da era moderna dos metais e vivenciando a consolidação de uma nova era: a revolução dos semicondutores, que têm diversas aplicações, como na fabricação de chips, de painéis solares e carros. Inclusive, durante a pandemia, as montadoras ao redor do mundo foram afetadas pela falta dos semicondutores. “Não temos nenhuma fábrica e não dominamos a fabricação de semicondutores”, declarou.
José Antônio Ribas Junior, diretor-executivo de agro e sustentabilidade na Seara, apresentou ações que fazem parte da jornada de descarbonização da empresa. Ele disse que o grande projeto de sustentabilidade da JBS, grupo do qual a Seara faz parte, é o Net Zero, que tem o compromisso de zerar o balanço de suas emissões de gases causadores do efeito estufa, reduzindo suas emissões diretas e indiretas e compensando toda a emissão residual. A companhia vai investir mais de US$ 1 bilhão na iniciativa. Ele também destacou que 45% dos produtores integrados à Seara usam energia fotovoltaica nas granjas. Além disso, serão construídas três usinas de biometano e realizados investimentos em biocombustível para abastecer caminhões que fazem logística de curta distância (transporte de ração para as granjas e de suínos que vão para o abate, por exemplo).
Gabriel Mann dos Santos, diretor de comercialização de energia da Engie, disse que 100% da geração de energia da empresa no país é renovável, com a geração hidrelétrica representando cerca de 80% da capacidade de geração. “Mas todo o nosso crescimento e investimento têm se dado na geração eólica e solar. Estamos investindo em novos projetos desde 2014-2015, direcionados para o mercado livre”, disse.
O diretor de inovação e competitividade da FIESC, José Eduardo Fiates, disse que o objetivo da Academia é gerar uma comunidade em torno de temas estratégicos e uma comunidade prática no sentido de realizar projetos. “Temos uma série de oportunidades para avançarmos no setor de economia verde”, resumiu.
Economia verde
No evento, a FIESC lançou o Núcleo de Economia Verde que visa conectar iniciativas, dar suporte às empresas e disseminar boas práticas e conteúdos acerca do tema. O grupo se reunirá periodicamente.
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