Ivan Tauffer, presidente da entidade sugeriu que a União faça cortes orçamentários em áreas não essenciais da administração

A Federação das CDLs de Santa Catarina (FCDL SC) reforçou o coro das entidades empresariais contrárias à perda de receita do 'Sistema S', conforme anunciado pela presidente Dilma Rousseff e seu ministro da Economia, Joaquim Levy, como parte das medidas de ajuste fiscal do governo federal. Surgidas a partir da década de 1940, com o Senai (1942) e Sesi (1946), as instituições que hoje compõem o Sistema S estão entre os modelos de eficiência e bons resultados do país, mas ameaçadas de perder 20% dos recursos arrecadados para o sistema.

"Sesc, Senac, Senai, Sesi e Sebrae são referências de bom trabalho e boa gestão, inclusive cumprindo papéis que, originalmente, cabem ao Estado, oferecendo educação técnica, qualificação profissional, cultura, lazer e assistência médica", considera Ivan Tauffer, presidente da FCDL/SC. "São instituições que contribuem para o aumento de competitividade do setor privado nacional, que formam cidadãos e investem em tecnologia", acrescenta.

Tauffer sugeriu que a União realize os cortes orçamentários em áreas não essenciais da administração direta e indireta e, sobretudo, promova um choque de qualidade na gestão. "O governo gasta muito e gasta mal - é um bordão que não paramos de repetir, por ser uma verdade indesmentível", observa. "Além de não resolver os graves problemas de equilíbrio nas contas públicas, o corte de verbas do 'Sistema S' representará a extinção de importantes programas e de milhares de empregos. Ou seja, significa penalizar duas vezes o contribuinte brasileiro", conclui o dirigente lojista.

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