Autor é médico veterinário e presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Santa Catarina

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), atendendo ao pleito do Brasil, reconheceu e certificou a região formada pelos estados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul como Zona Livre de Peste Suína Clássica. O reconhecimento ocorreu durante a 83ª Assembleia Geral da OIE, em Paris, no dia 28 de maio de 2015. Este título eleva ainda mais o status sanitário do Estado, que é o único do Brasil reconhecido como Zona Livre de Febre Aftosa sem Vacinação, proporcionando que os produtos da cadeia suinícola catarinense atendam aos mais exigentes mercados consumidores do mundo. Ganham com isso a classe produtora, a agroindústria e também a economia do Estado. Sobretudo, essa conquista é uma grande vitória da classe Médica Veterinária, que com muita dedicação, competência e comprometimento trabalharam para erradicar a doença que causou muito prejuízo ao nosso Estado e para manter os plantéis livres dessa enfermidade.

Os Médicos Veterinários vêm se dedicando incansavelmente por longos anos ao trabalho de defesa sanitária, encarando diversas dificuldades, mas nunca se esmoreceram. Estes profissionais continuam prevenindo e controlando inclusive outras enfermidades como a febre aftosa, a doença de Aujeszki, a salmonelose, a brucelose, a tuberculose e tantas outras.

São inegáveis a participação e a importância dos médicos veterinários nessas conquistas, fato que nos enche de orgulho, principalmente, por pertencer a essa categoria que conta com profissionais dedicados, competentes, com espírito patriótico, que há anos iniciaram essa luta, enfrentando dificuldades de ordem técnica, financeira, política e social.

Apesar de muitas vezes esquecida a classe veterinária se orgulha por promover a saúde animal e a saúde pública no nosso Estado, proporcionando animais saudáveis e alimentos seguros aos cidadãos. Ao mesmo tempo, se preocupa e se dedica no enfrentamento das doenças que podem colocar em risco o status sanitário do nosso Estado. Da mesma forma, as autoridades do Estado deveriam dar maior atenção para o aperfeiçoamento da estrutura de defesa sanitária animal, a fim de assegurar o cumprimento da legislação sanitária e manter o rigor da fiscalização de trânsito e da inspeção de produtos de origem animal.

Atualmente, no sentido inverso da importância que o serviço de defesa sanitária representa para o Estado, as autoridades governamentais não têm dado a devida atenção para que as ações relacionadas ao controle sanitário de trânsito nas divisas com outros Estados, nos portos e aeroportos e na fronteira internacional com a República da Argentina, ocorram dentro dos parâmetros exigidos. É urgente que haja esforços no sentido de ampliar o quadro de Médicos Veterinários que atuam na fiscalização sanitária, garantir os recursos financeiros para melhorar e manter a estrutura existente e modernizar o marco legal da política de defesa sanitária animal estadual, a fim de evitar que todas essas conquistas sejam perdidas.

Enfim, o fortalecimento da cadeia produtiva, da sanidade animal e da economia do Estado só será possível com mais Médicos Veterinários. Neste 9 de setembro parabéns a todos os Médicos Veterinários pelo seu dia.

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