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Elaborada de forma coletiva, nova política fortalece residências em saúde (Fotos: Fernando Frazão/Agência Brasil)
PNRS aprovada pela CIT fortalece SUS com residências qualificadas e distribuição equitativa de especialistas em regiões carentes.
A Comissão Intergestores Tripartite (CIT) aprovou, nesta quinta-feira (27/11/2025), em Brasília, a Política Nacional de Residências em Saúde (PNRS), um avanço coletivo entre os Ministérios da Saúde e da Educação. Esse marco consolida as residências médicas e profissionais como prioridade para formar especialistas alinhados às demandas do Sistema Único de Saúde (SUS). Mas o que isso significa na prática para quem depende do atendimento público?
Construção coletiva e escuta qualificada
O documento surgiu de um processo participativo, com consultas públicas, debates em instâncias colegiadas e escuta de atores envolvidos. Essa abordagem garante que a formação atenda necessidades regionais e nacionais, dimensionando especialistas para áreas prioritárias e territórios estratégicos. Assim, a PNRS ordena a especialização pelo SUS, evitando desperdícios e focando em vazios assistenciais.
Combate à desigualdade regional no acesso
Um dos pilares é expandir e qualificar programas de residência, direcionando profissionais para regiões carentes. Isso reduz desigualdades no acesso a especialistas, fortalece o financiamento tripartite e valoriza residentes, preceptores, tutores e coordenadores. Felipe Proenço, secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, destacou: “Vamos expandir e qualificar os programas de residência, reduzindo a desigualdade regional”.
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Integração com programas estratégicos
A PNRS apoia o Programa Agora Tem Especialistas, ampliando ofertas em áreas chave e regiões menos assistidas. Ela aprimora gestão, monitoramento e avaliação para maior transparência, além de incentivar inovação científica e saúde mental dos residentes. Na prática, isso integra ensino, serviço e comunidade, guiada por equidade territorial e interprofissionalidade.
Princípios que guiam a formação
Baseada em integralidade do cuidado, segurança do paciente e equidade, a política promove distribuição justa de vagas e programas. O próximo passo é a portaria interministerial no Diário Oficial da União (DOU), formalizando sua implementação. Como isso impactará o dia a dia dos brasileiros que buscam atendimento especializado?
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